Granit Xhaka comemorou a volta da boa fase pelo Arsenal, depois de meses de turbulência desde que teve um desentendimento com a torcida que parecia encerrar a sua passagem pelo clube de Londres. Tudo indicava uma saída do clube em janeiro, mas o técnico Mikel Arteta convenceu o suíço a continuar, mesmo com as dificuldades. Ele ficou. E com a retomada da boa fase do time, Xhaka também comemora a sua melhora.

No dia 27 de outubro, em um empate por 2 a 2 do Arsenal com o Crystal Palace, no estádio Emirates, Xhaka foi substituído e era vaiado pelos torcedores. O meio-campista, irritado, mandou um “fuck off” (um “foda-se”, em tradução livre) para os torcedores. Em novembro, o técnico Unai Emery tirou dele a braçadeira de capitão, que já tinha sido uma escolha controversa. Ele voltou a campo um mês depois, já no fim de novembro, ainda com Emery, mas o técnico foi demitido logo depois.

O Arsenal melhorou de desempenho. Ele se tornou importante no meio-campo e está 10 jogos invictos somando todas as competições. Melhor do que isso, a relação entre a torcida e jogadores parece menos bélica. Pierre-Emerick Aubameyang tem sido o destaque do time, inclusive atuando não como centroavante, mas alguém que sai do lado para o meio. Tem tido suporte dos companheiros para isso, inclusive de Xhaka no meio-campo.

Perguntado se ele achava que aquela partida contra o Crystal Palace seria a sua última pelo Arsenal, o jogador admitiu que sim. “É claro, eu não minto. Houve um momento [que pensou que não jogaria mais pelo Arsenal], porque não foi fácil para mim e para minha família. Eu espero que as pessoas entendam isso”, afirmou o jogador ao Evening Standard.

“Mas eu acho que eu mostrei minha personalidade. Eu não sou um cara que foge. Eu sempre digo ao clube: ‘Quando eu estou aqui, eu estou pronto para dar tudo’. Eu sempre fui assim. Eu treino muito duro e as coisas mudam, isso é a chave. Essa é a maior felicidade”, declarou ainda o meio-campista.

Quem foi escolhido para suceder Xhaka como capitão do Arsenal foi Pierre-Emerick Aubameyang. Ele chegou a vestir novamente por alguns minutos no jogo contra o próprio Crystal Palace, no returno, depois da saída de Aubameyang. “Eu sei que com ou sem braçadeira o que eu posso dar ao time. Mas naquele momento [contra o Crystal Palace], eu não queria aceitar a braçadeira de novo, mas Sokratis e David [Luiz] me disseram para aceitar. Se um dia o clube me perguntar de novo sobre a braçadeira, terei que pensar duas vezes”, disse o meio-campista.

Xhaka ainda deu razões que ele acredita que atrapalham no relacionamento entre jogadores e torcedores na Inglaterra. “Por um lado, eu entendo os torcedores, porque eles sempre querem que os jogadores tenham bom desempenho, mas por outro lado, eles têm que nos entender também. Não é sempre fácil. Eu acho que é a principal diferença entre a Alemanha e a Inglaterra, porque aqui nós não temos uma conexão próximo com os torcedores. Na Alemanha, por exemplo, você tem sessões abertas de treinamento, os torcedores vêm, conversam com você, te perguntam por que”, explicou o jogador.

“Aqui, tudo é fechado. Então, para mim, seria bom desta vez explicar para as pessoas o que não está indo bem ou mal. Mas isso não importa agora. Agora nós temos que aproveitar, isso é o mais importante”, declarou ainda o jogador.

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