O Manchester City conduziu um primeiro tempo praticamente perfeito em sua estreia na Premier League 2020/21, mas teve dificuldades para lidar com a recuperação do Wolverhampton após o intervalo e, apenas nos minutos finais, um gol de Gabriel Jesus selou de vez a vitória por 3 a 1 que dá início à tentativa de retomar o título inglês perdido para o Liverpool na última temporada.

Como o Manchester United, o City estreou apenas na segunda rodada da Premier League, por ter avançado na retomada das competições europeias em agosto. Seu primeiro jogo, contra o Aston Villa, foi adiado para dar ao clube de Pep Guardiola pelo menos um mês de intervalo entre as temporadas. O Wolverhampton chegou às quartas de final da Liga Europa, mas encerrou a campanha em 11 de agosto e deu tempo de enfrentar o Sheffield United, em 14 de setembro, cumprindo esse intervalo mínimo.

Havia vencido os Blades, mas fora eliminado pelo Stoke City precocemente na Copa da Liga Inglesa. Ainda está com o elenco desfalcado pelas saídas de Matt Doherty e Diogo Jota. Nuno Espírito Santo, que venceu o City em casa e fora na última temporada, começou jogando com Adama Traoré na ala direita e Pedro Neto e Daniel Podence ao lado de Raúl Jiménez no ataque.

Mais um problema surgiu nos minutos iniciais. O brasileiro Marçal, contratado para reforçar a ala esquerda com a séria lesão de Jonny Otto, precisou ser substituído por Rúben Vinagre. Foi um massacre do City, que chegou a ter 80% de posse de bola – terminou com 69% – e teve a chance de ouro de abrir o placar, aos 19 minutos, quando Romain Saïss deu um carrinho inconsequente em De Bruyne, quase junto à linha de fundo. O belga cobrou bem e abriu o placar.

Logo em seguida, uma jogada muito bem trabalhada levou De Bruyne a acionar Sterling pela esquerda. Rui Patrício saiu para fechar o ângulo, mas o atacante teve a inteligência de rolar para Phil Foden, que completou ao gol vazio e ampliou a vantagem do City. O Wolverhampton praticamente não levou perigo, com exceção de uma cabeçada de Jiménez para fora, e De Bruyne não marcou o terceiro porque Rui Patrício fez grande defesa.

Nuno Espírito Santo não mudou as peças, mas de mais liberdade para Adama Traoré chegar à frente e, com uma postura muito melhor, o Wolverhampton começou a colocar em prática as suas principais armas sendo muito veloz na transição, tentando pegar a linha alta do City desprevenida. De qualquer maneira, foi o City quem quase fez o primeiro gol do segundo tempo. Recebeu de De Bruyne, deu o drible, mas chutou em cima de Patrício.

E aí, os Lobos começaram a enfileirar chances perdidas. Traoré achou Podence dentro da área. O português teve muito tempo para dominar, girar e chutar de perna esquerda, tirando tinta da trave de Ederson. Novamente pela direita – Benjamin Mendy não teve um grande dia defensivamente -, o passe rasteiro encontrou Podence novamente, em boa situação de finalização. Ele, porém, decidiu fazer um corta-luz para Rúben Neves, na entrada da área. O chute do meia saiu fraco demais e foi cortado, com facilidade, perto da linha.

Outra chance para Podence na sequência, ao fim de um lançamento de Moutinho que o deixou cara a cara com Ederson. Tentou a cavadinha, mandou para fora. Uma potência na etapa final, Traoré foi novamente ao fundo pela direita e cruzou rasteiro. Jiménez, na marca do pênalti, desviou de primeira, mas mandou para fora. Após tantas chances perdidas, o jogo deu uma leve esfriada e parecia que o Wolverhampton havia perdido o embalo.
Eis que, aos 33 minutos, Podence bateu um escanteio. A defesa do City afastou, Traoré recolheu e devolveu para o português. De Bruyne estava na marcação, e Podence se redimiu das falhas anteriores colocando a bola entre as pernas do craque belga antes de cruzar com perfeição para Jiménez descontar.

Consagrou a recuperação do Wolverhampton, que havia dado apenas dois chutes contra oito do City no primeiro tempo, e conseguiu finalizar oito vezes contra seis na etapa final. Não chegou a criar chances boas para empatar a partida, mas teve algumas jogadas de bola parada que colocaram uma pulga trás da orelha do time adversário.

Tanto que, nos minutos finais, Jesus e De Bruyne estava matando tempo pela ponta esquerda, até o brasileiro brigar pela bola, ficar com ela, invadir pela esquerda tentar o chute. Contou com desvio em Coady para matar Rui Patrício e o jogo, em que correu alguns riscos no segundo tempo, graças à grande competência do Wolverhampton apesar dos desfalques, mas que garantiu um começo positivo à nova campanha.

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