Arsène Wenger confirmou, em entrevista coletiva, que Arsenal e Manchester United estão negociando uma troca entre Alexis Sánchez, cujo contrato com o time de Londres aproxima-se do final, e Mkhitaryan, que nunca conseguiu cair nas graças de José Mourinho. Deixou a entender que uma definição está próxima, uma vez que a presença do chileno no jogo do próximo sábado, contra o Crystal Palace, não é certa.

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O técnico afirmou que o futebol moderno criou um jogo em que os melhores jogadores estão agrupados em um pequeno número de clubes. “Isso torna o futebol menos imprevisível”, explicou. Acredita que a diferença financeira entre os maiores e os menores clubes cresceu nos últimos cinco anos. Não que o Arsenal entre na categoria dos pequenos, mas, na grana, Wenger admitiu que não é capaz de competir com os dois times de Manchester. “Isso não significa que não podemos competir em campo. Não é desculpa suficiente para não competirmos em campo”, ponderou. Mas, diferente do City, criticado pelo francês pela artificialidade do seus cofres, Wenger demonstrou respeito em relação ao United.

“Não quero comentar números porque isso é problema do Manchester United. Se eles quiserem oferecer o que ofereceram ao Sánchez… Eu respeito o Manchester United porque eles geram o dinheiro que pagam pelos jogadores com seus próprios recursos. Você tem que respeitar isso. Depois disso, depende deles o quanto querem pagar um jogador. No geral, o Manchester United é muito bem administrado financeiramente e no campo também. É por isso que eu não tenho problemas com o dinheiro que eles pagam”, afirmou.

Em relação à troca, Wenger afirmou que a negociação está muito bem documentada na imprensa e não há muito mais para acrescentar. Caso ela não aconteça rápido o bastante, Sánchez atuará contra o Palace, no sábado. Explicou que o deixou fora contra o Bournemouth porque estava com medo que a transferência se concretizasse pouco antes da partida. “Já estava bastante avançada”, contou o treinador, que ainda adota alguma cautela em relação à transferência.

“Eu trabalho há 30 anos em transferências. É provável que aconteça. Mas, em qualquer momento, a qualquer minuto, as conversas podem ser quebradas. É assim que funciona o mercado de transferências. Enquanto ainda não estiver concretizada, você tem que aceitar que pode não acontecer. Esse tipo de coisa nunca é garantida”, disse.

Wenger elogiou Mkhitaryan e disse que, uma vez que se trata de uma troca, obviamente o armênio seria o substituto de Sánchez, embora isso não signifique que o Arsenal não continuará buscando reforços no mercado. “Jogamos várias vezes contra ele quando estava no Dortmund. Ele certamente apreciou a qualidade do nosso jogo e a maneira como jogamos futebol. Por isso que ele certamente ama o clube também”, disse.

Por fim, o treinador não se mostrou arrependido por não ter vendido Sánchez durante a última janela de transferências, que fechou em agosto. “O problema era exatamente o mesmo de hoje em dia. Eu apenas aceito liberá-lo se alguém vier buscá-lo, e isso não era possível no verão (europeu). Eu o teria vendido. Mas não foi possível porque aconteceu muito tarde no último dia do mercado de transferências. No geral, se acontecer agora, é porque alguém veio buscá-lo”, explicou.


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