Depois de um ano avaliando interesses e, principalmente, descansando, Arsène Wenger assumiu oficialmente um cargo no futebol, mas não será à beira do gramado. Nesta quarta-feira, a Fifa anunciou que o ex-treinador do Arsenal será o seu novo chefe de desenvolvimento global e principal autoridade da entidade em assuntos técnicos.

Desde que encerrou sua passagem de duas décadas pelo norte de Londres, Wenger tem sido comentarista da BeIN Sports e foi ligado a diversos clubes. A especulação mais forte foi o Bayern de Munique, depois da demissão de Niko Kovac. O cargo na Fifa não necessariamente significa que Wenger nunca mais treinará um clube de futebol, mas, no momento, sua prioridade será supervisionar o crescimento do esporte masculino e feminino.

Ele estará envolvido em programas de educação de treinadores e treinamentos, dentro da iniciativa Forward, que disponibiliza US$ 6 milhões a cada federação nacional. Também será membro do painel técnico que revisa e participa das decisões da International Board em relação às regras do futebol e será o presidente do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, que conduz análise técnica de todos os torneios da entidade desde 1966.

“Estou ansioso por esse desafio extremamente importante, não apenas porque eu sempre fui interessado em analisar futebol de uma perspectiva mais ampla, mas também porque a missão da Fifa como entidade mundial do futebol é realmente global”, disse. “Acredito que a nova Fifa que estamos vendo emergir nos últimos anos tem o esporte no coração dos seus objetivos e está determinada a desenvolver o jogo em diferentes componentes. Eu sei que posso contribuir para esse objetivo e colocarei toda minha energia nisso”.

Desde que assumiu a entidade, Gianni Infantino tem tentado inserir mais experiência prática à administração do futebol. Havia nomeado Zvonimir Boban como vice-secretário-geral, antes de o croata aceitar um cargo no Milan. “Temos colocado o futebol no centro da nossa missão, tentando aprender com aqueles que conhecem o esporte a fundo: Arsène é alguém que, com sua visão estratégica, competência e trabalho duro, dedicou sua vida ao futebol”, disse Infantino.

.