A utilização do árbitro auxiliar de vídeo na Copa das Confederações tem causado amplos debates sobre o assunto. O recurso teve papel determinante na maioria absoluta dos jogos durante a primeira rodada da competição. Enquanto uns elogiam a tomada de decisão mais justa, por mais controvérsia que a interpretação e a precisão da tecnologia possam causar, há também quem critique a quebra de ritmo na partida. E, entre aqueles favoráveis ao sistema, Arsène Wenger engrossou o coro.

VEJA TAMBÉM: Chile vence com justiça, em jogo fundamental para a discussão do uso de vídeo no futebol

Falando às mídias do Arsenal, o treinador relembrou as decisões do passado que poderiam ser diferentes, caso o recurso de vídeo já tivesse sido introduzido. O francês relembrou três quedas dos Gunners na Liga dos Campeões, sobretudo a final de 2006, quando a equipe tomou a virada para o Barcelona em Paris.

Perguntado sobre quais lances poderiam ser mudados com o auxílio do VAR, Wenger respondeu: “Eu escolheria o gol de empate do Barcelona na final da Champions de 2006, porque Eto’o estava impedido. Nós ganhávamos por 1 a 0, restando apenas 30 minutos para o apito final. Esse é o título que mais sinto falta aqui, vocês sabem, então esse seria o lance mais importante para se modificar”.

“O segundo lance que eu escolheria seria o segundo amarelo para Van Persie contra o Barcelona nas oitavas de final de 2011. Nós estávamos nos classificando contra um adversário muito forte. Foi uma decisão muito difícil de aceitar. Basicamente, matou as nossas chances. Depois, talvez eu partiria para uma decisão mais recente – contra o Bayern de Munique, quando Laurent Koscielny foi expulso por cometer um pênalti, sendo que Lewandowski estava impedido. Essas são as que vêm à minha mente agora, mas talvez eu tenha me esquecido de muitas, muitas, muitas mais”.

Wenger também indicou as suas expectativas para que o uso do VAR seja ampliado a outras competições, afirmando que não entende como o futebol demorou tanto para introduzir recursos do tipo. Em março, quando o sistema passou por testes em um amistoso entre França e Espanha, o treinador usou palavras fortes em sua avaliação. Reclamou da “estupidez” em não fazer isso antes e apontou que o “o futebol continua sendo um mundo regressivo, que tem medo de seguir em frente”.