Eliminação na Libertadores expõem problemas internos do Boca
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E mais uma vez o tão poderoso Boca Juniors se vê longe da fase de grupos da Libertadores. Nesta terça-feira, o time Xeneize perdeu nos pênaltis para o Alianza Lima do Peru e saiu da competição em sua fase preliminar. Na temporada passada, o gigante argentino mal chegou a disputar o torneio, jogando apenas a Sulamericana.
A decepção com a eliminação precoce na Libertadores reverberou nas arquibancadas da La Bombonera, com milhares de torcedores pedindo pela saída da comissão técnica e de todos os jogadores da equipe. Apesar dos mais de 42 milhões de euros (R$ 253,7 milhões) em contratações, o time não joga bem sob o comando de Fernando Gago.
A saída da competição também expôs os problemas extra-campo da gestão Juan Roman Riquelme, que apesar de estar a pouco tempo no clube, ainda não convenceu a oposição de Mauricio Macri, vice-presidente da outra chapa, liderada por Andrés Ibarra.
Roman foi apoiado por Chiqui Tapia, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), e a oposição levanta a bandeira das SADs não apoiadas pela atual administração Xeneize. Pouco mais de um ano após a votação que elegeu o ex-jogador como presidente, torcedores do Boca Junior se dividem entre apoiadores e opositores do ídolo.
A saída ainda na fase preliminar da Libertadores tira qualquer chance do Boca Juniors de disputar a Copa Sul-Americana, que poderia ser uma opção em uma eventual eliminação na fase de grupos. Ainda assim, oclube Xeneize tem uma dura missão ainda em 2025, o Mundial de Clubes.
O grupo do gigante argentino é formado por Auckland City, Bayern de Munique e Benfica, na competição que começa apenas em junho, nos Estados Unidos. Até lá, o time só disputa o Campeonato Argentino.