Jogadores e membros da comissão técnica da Roma anunciaram uma decisão importante para colaborar com a estabilidade do clube diante da crise. De maneira voluntária, os giallorossi abrirão mão de seus salários até o final da temporada – contando retroativamente a partir de março, com o início da paralisação, até junho. A intenção é permitir que a diretoria absorva os prejuízos financeiros causados pelo adiamento das competições e mantenha integralmente os salários dos demais funcionários, parte deles em programas de apoio social do governo.

“Os jogadores, o treinador Paulo Fonseca e sua equipe técnica se ofereceram voluntariamente para renunciar os salários de quatro meses, para auxiliar o clube a enfrentar a crise econômica que tomou conta do mundo do futebol com a pandemia. Eles também concordaram em pagar coletivamente a diferença que garantirá a todos os trabalhadores da Roma colocados no programa social do governo ainda receberem seu salário regular”, escreveu o clube.

A atitude dos romanistas é a mais contundente entre os diversos anúncios de cortes e auxílios nos clubes ao longo das últimas semanas. Se a Serie A for retomada até junho, os jogadores e a comissão técnica terão um “plano de incentivo” proposto pela diretoria, em que serão pagos conforme os objetivos que alcançarem na competição. A administração da Roma também abrirá mão de seus salários parcialmente no período.

“Estamos escrevendo para expressar nosso apoio ao clube por tudo o que está fazendo neste momento para superar as dificuldades. Nós, jogadores, estamos prontos para começar a jogar o mais rápido possível, dando o máximo para alcançar nossos objetivos, mas também percebemos que tudo isso não será suficiente para enfrentar as consequências econômicas da emergência. Com a esperança de fazer algo que ajude o clube a recomeçar o projeto que todos compartilhamos, trazemos esse proposta financeira. Também afirmamos nosso apoio às iniciativas da Roma e da Roma Cares para ajudar as pessoas em dificuldades. Forza, Roma!”, declararam os jogadores, em carta enviada à direção.

Chefe-executivo da Roma, Guido Fienga agradeceu publicamente o ato dos giallorossi: “Sempre conversamos sobre a união da Roma e cortar seus salários espontaneamente provou que realmente estamos juntos nisso. O capitão Dzeko, todos os jogadores e Paulo Fonseca demonstraram seu entendimento do que o clube representa e também agradecemos a todos pelo excelente gesto em relação aos funcionários”.

Em uma temporada de altos e baixos, a Roma ocupava a quinta colocação na Serie A. O clube já calculava os prejuízos por possivelmente ficar mais um ano distante da Champions League. Ao mesmo tempo, os romanistas participam ativamente de ações solidárias em apoio à população neste momento emergencial da Itália. A agremiação distribuiu cestas básicas a idosos na capital, lançou uma campanha de auxílio a profissionais de saúde e também arrecada dinheiro à compra de equipamentos médicos. Mais de €500 mil foram arrecadados entre jogadores e membros da comissão técnica durante o início do projeto.