Se a Europa tem se consolidado como o novo centro do futebol feminino de alto nível no mundo, a Inglaterra, em particular, tem se tornado um polo importante da modalidade no continente. Nos últimos anos, cada vez mais jogadoras de alto nível têm assinado por clubes ingleses para jogar na revitalizada Superliga Feminina, e o retorno de Lucy Bronze ao Manchester City, depois de três anos de sucesso no Lyon, é a mais recente demonstração de força do futebol feminino inglês.

Bronze se estabeleceu como uma das melhores jogadoras do mundo nos últimos anos, mesmo jogando na lateral direita, posição com que não costumamos associar os principais atletas do planeta. Nos últimos três anos, viveu de perto o ambiente vencedor e de grande exigência do Lyon, a maior potência entre clubes no futebol feminino mundial.

Entre 2017 e 2020, Bronze conquistou com as lyonnaises as últimas três edições da Champions League Feminina assim como as três últimas ligas francesas, além de duas Copas da França e um Troféu das Campeãs. Individualmente, venceu o prêmio de melhor jogadora inglesa de 2019 e de melhor atleta atuando na Europa em 2018/19, em premiação entregue pela Uefa, além de figurar em seleções de melhores jogadoras do mundo.

A volta de Lucy Bronze, que defendeu o City entre 2014 e 2017, brilhando neste período e conquistando o terceiro lugar da Copa de 2015 com a Inglaterra, é a terceira contratação de impacto dos Cityzens em apenas um mês. Ao longo de agosto, Sam Mewis e Rose Lavelle, campeãs da Copa do Mundo de 2019 pelos Estados Unidos, também assinaram com o time de Manchester.

Na liga inglesa, Bronze se junta a duas das melhores jogadoras do mundo no momento: a australiana Sam Kerr, que assinou com o Chelsea em dezembro de 2019, e a neerlandesa Vivianne Miedema, que desde 2017 defende o Arsenal.

A Superliga Feminina da Inglaterra iniciou sua décima temporada no último sábado (5). As grandes potências do futebol feminino inglês são os rivais Arsenal e Chelsea, cada um com três títulos. O City, por ora, é uma potência em desenvolvimento. Vencedoras da edição de 2016, as Cityzens mostram com suas contratações que estão prontas a se juntarem às londrinas entre as principais equipes do país.

O crescimento do futebol feminino na Inglaterra é constante, e mesmo os clubes mais atrasados perceberam sua força. O Manchester United, que criou sua equipe feminina apenas em maio de 2018, joga em 2020/21 a sua segunda temporada na elite do futebol inglês e é uma equipe a se observar para os próximos anos, embora significativamente atrás dos rivais em seu projeto.