Em tempos de eleições no Brasil, a preocupação com a compra de votos é enorme. Um crime antigo, que continua sendo praticado no país, ainda que de forma velada. E o futebol também pode servir de estímulo para essa “troca de favores”. Não necessariamente por aqui, mas na Bulgária, que também está nas vésperas de seus pleitos parlamentares. Para tentar mostrar suas virtudes aos eleitores, dois candidatos ofereceram ingressos ao jogo entre Ludogorets e Real Madrid, nesta quarta-feira, pela Liga dos Campeões.

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Um dos picaretas foi Nastimir Ananiev, candidato do Bloco Reformador, partido de direita. Ele premiou três pessoas que enviaram mensagens privadas em sua página no Facebook. No entanto, algumas condições eram exigidas: ser maior de 18 anos e ter domicílio em uma das regiões de Sofia representadas pelo candidato no legislativo. “Coincidentemente”, seus potenciais eleitores. Outro a fazer parecido foi Evgeni Yelev, da sigla AVB, de esquerda. Foram cinco ingressos dados a quem respondesse três perguntas no site da campanha de seu partido.

Os 43 mil ingressos oferecidos para o jogo em Sofia foram esgotados em questão de horas. Só não se esperava que eles se tornassem também elementos de cambismo político.No Brasil, ao menos, a rifa feita pelos candidatos os colocaria na cadeia – ou deveria colocá-los.