Cha Du-Ri passa longe de ser um dos melhores laterais de seu tempo. Quem acompanha o futebol mais atentamente pode se lembrar da presença do jogador em duas Copas do Mundo, ou da duradoura carreira em clubes médios do futebol alemão. No entanto, ao longo de 14 anos, Cha se dedicou como poucos à seleção sul-coreana. Era uma peça importante do time na histórica campanha até as semifinais do Mundial de 2002. Por isso mesmo, recebeu uma enorme homenagem nesta semana, ao se despedir da equipe nacional aos 34 anos, durante a vitória por 1 a 0 sobre a Nova Zelândia em Seul.

VEJA TAMBÉM: O jogo mais espetacular da vida de Puskás: Honvéd 9×7 Vörös Lobogó

Dono da lateral direita durante a maior parte deste século, Cha disputou 76 partidas pela Coreia do Sul. Presente nas Copas de 2002 e 2010, bem como em três Copas da Ásia, era um coadjuvante da geração que também teve Park Ji-Sung, Seol Ki-Hyeon e Ahn Jung-Hwan. Nada que diminuísse o grande tributo realizado pelos sul-coreanos. Ovacionado pela torcida no Estádio da Copa do Mundo de Seul, o defensor recebeu uma chuteira de ouro e uma placa em seu nome. Mas nenhum momento supera aquele em que recebe um abraço de seu pai.

Cha é filho de Cha Bum-Kum, maior artilheiro da história da seleção sul-coreana e também considerado o melhor jogador nascido no país. O lateral nasceu na Alemanha, época na qual o seu pai era uma das estrelas do Eintracht Frankfurt, campeão da Copa da Uefa de 1979/80. O herdeiro começou a carreira justamente pelo Bayer Leverkusen, clube no qual Cha Bum-Kum se aposentou. As flores entregues pelo distinto senhor de terno são os mais sinceros símbolos de orgulho. Uma noite que ficará na memória da família mais famosa do futebol sul-coreano.