Vitória gigante do Sevilla de Sampaoli sobre Atlético de Simeone é de quem quer brigar no topo

Atlético de Madrid era líder, mas não resistiu ao Sevilla no Ramón Sanchez Pizjuan e perde liderança do Espanhol

A campanha que o Sevilla faz nesta temporada no Campeonato Espanhol já é histórica. Neste domingo conseguiu um resultado histórico. O placar pode ter sido magro, mas o resultado é enorme. Primeiro por ser contra um dos times mais difíceis de serem batidos na Europa. Segundo porque coloca o Sevilla acima do próprio Atlético na briga pela ponta da tabela.

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O Sevilla atuou em um esquema diferente, um 5-4-1, em uma linha com Mariano, Mercado, Pareja, Rami e Escudero. O meio veio cheio de habilidade: Franco Vázquez, N’Zonzi, Nasri e Vitolo. No ataque, Vietto, comandou as ações.

O Atlético atuou de forma simples: duas linhas de quatro, com Gameiro e Griezmann no ataque. Os rojiblancos, jogando em casa, tiveram mais posse de bola e mais chutes a gol – 12 a 9. O jogo, porém, foi bastante equilibrado, especialmente no primeiro tempo.

Foi no segundo que o Sevilla conseguiu se destacar e ter uma atuação gigante, digna de quem briga pela ponta da tabela. O time teve como base do seu jogo a posse de bola e a qualidade de jogadores do meio-campo, como Nasri, contratação mais estelar da temporada. Vitolo, que ganha espaço na seleção espanhola nos últimos tempos, foi outro a mostrar um trabalho incansável, ao mesmo tempo que mostra qualidade no ataque.

A intensidade do jogo do Sevilla cobrou o preço físico do Atlético na etapa final. No meio da semana, o time foi até a Rússia, uma viagem longa para os padrões espanhóis, e conseguiu a vitória. Os jogadores sentiram fisicamente e não conseguiram acompanhar o ritmo do time da Andaluzia. Acabaram sofrendo um gol em um ataque de muita força de N’Zonzi, após uma cobrança de arremesso lateral no campo de defesa.

A estratégia do Sevilla foi responsável por esgotar as forças do Atlético. O esquema com três zagueiros centrais e dois laterais e mais uma marcação pressão e uma ideia de manter a posse de bola seja como for fizeram os Colchoneros terem que correr muito, o tempo todo.

O problema é que se conseguia complicar a criação adversária tirando a bola rapidamente, também sofria para conseguir entrar na defesa do Atlético, muito bem postada e com um Gabi que fazia um grande trabalho no centro do campo. O resultado foi, na maior parte do tempo, uma disputa intensa entre as duas equipes e entre os dois técnicos, com seus estilos.

O Atlético foi perigoso e ficou perto de arrancar o empate. No final do jogo, já no desespero do relógio, Simeone colocou até Godín dentro da área, como centroavante, para ajudar os atacantes e tentar jogar uma bola para dentro do gol aproveitando o seu ótimo desempenho pelo alto. Não deu.

O Sevilla derrubou o líder e deu sinais aos rivais que pode incomodar. Até onde vai o Sevilla de Sapaoli? Veremos ao longo da temporada. O que se viu até aqui é que o time tem tudo para brigar forte na parte de cima da tabela.