Após se gabar da vitória sobre o Boca Juniors em La Bombonera, o Fluminense sentiu na pele a dor em casa, sofrendo a primeira derrota como mandante na Libertadores desde 1985. Os tricolores pagaram pela eficiência dos argentinos, que fizeram melhor primeiro tempo e mataram o jogo em um ataque rápido, construindo vitória por 2 a 0 no Engenhão e confirmando a classificação para a segunda fase. Apesar de perder os 100% de aproveitamento, o Flu segue na liderança do Grupo 4, com dois pontos a mais que os argentinos.

Os cariocas começaram a partida tentando diminuir os espaços dos visitantes, que arriscaram ao gol pela primeira vez aos oito minutos, com Santiago Silva mandando por cima do travessão. Já o Flu teve sua primeira chegada instantes depois. Deco cruzou da direita e encontrou Fred no segundo pau. O atacante dominou e bateu, mas o goleiro Agustín Orión fez grande defesa com as pernas.

A partir dos 20 minutos, os xeneizes passaram a encontrar mais liberdade para controlar a bola. E a premiação veio aos 33, com o gol de Darío Cvitanich. Após chutão de Rolando Schiavi, Leandro Euzébio cabeceou para trás e a bola sobrou limpa para o atacante, que ganhou de Diguinho no corpo e fuzilou para as redes. A desvantagem obrigou o Flu a sair um pouco mais ao ataque. No último minuto da primeira etapa, Wellington Nem arrancou pela direita e cruzou para Fred cabecear. À queima-roupa, Orión fez outro milagre.

Na volta do intervalo, os tricolores mantiveram a postura mais ofensiva, levando perigo principalmente com Wellington Nem. Entretanto, a defesa argentina fazia grande trabalho de contenção e apostava nas saídas de bola rápidas, na intenção de aproveitar contra-ataques. O Fluminense só conseguira ameaçar aos 22. Deco lançou Thiago Neves, mas o chute saiu fraco, para defesa tranquila de Orión.

Exatamente em um contra-golpe, aos 29 minutos, é que os xeneizes garantiram a vitória. Santiago Silva deu bela enfiada de bola para Pablo Mouche na direita e o camisa 7 cruzou, encontrando Juan Sánchez Miño no segundo pau para arrematar.

Os cariocas insistiam na reação, mas pararam em Orión. Aos 35 minutos, Wellington Nem fez grande jogada pela direita e bateu rasteiro, mas o argentino fez a defesa em dois tempos. Cinco minutos depois, o árbitro marcou pênalti controverso sobre o próprio Nem. Rafael Moura partiu para a cobrança e o goleiro voou no canto esquerdo para espalmar, garantindo sua meta invicta durante os 90 minutos.