Enquanto o futebol inglês não anuncia nenhuma medida de precaução ao Coronavírus, Espanha e Portugal suspenderam suas ligas, e Alemanha e França decidiram, por ora, prosseguir com os campeonatos, mas de portões fechados. André Villas-Boas, técnico do Olympique de Marseille, deixou clara sua posição de que é preciso suspender todo o futebol. Além disso, criticou os responsáveis pela organização dos campeonatos: “Na China, eles têm sido mais responsáveis do que (as autoridades do futebol) aqui na Europa”.

Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (12), Villas-Boas aguarda as próximas decisões da Liga de Futebol Profissional da França e defende que se respeite todas as recomendações. Porém, também abre espaço em sua fala para a ponderação de que todo o futebol pare.

“É preciso ter confiança e respeitar as medidas que são tomadas, especialmente se a Ligue 1 for suspensa, como na Espanha. Na minha opinião, deveriam suspender todas as competições. Na China, eles têm sido mais responsáveis do que (as autoridades do futebol) aqui na Europa”, opinou.

Villas-Boas foi além e criticou a decisão das autoridades de permitir a concentração de cerca de três mil torcedores do PSG do lado de fora do Parque dos Príncipes, durante confronto com o Borussia Dortmund, pela partida de volta da Champions League. Para o português, se é para seguir medidas de precaução, que elas sejam seguidas com completo comprometimento.

“Não podemos permitir as concentrações na frente do estádio. Ontem, em Paris, foi ridículo. Para mim, um escândalo. Se temos Olympique de Marseille e PSG de portões fechados, imaginem quantos torcedores vão querer vir? Se é para tomarmos medidas, que as levemos até o fim.”

Na noite desta quinta-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, fez um pronunciamento à população, anunciando o fechamento de escolas e universidades e pedindo que todas as pessoas com mais de 70 anos ou que sofram de doenças crônicas não saiam de casa.

Por ora, a Ligue 1 segue sendo disputada, mas com portões fechados até pelo menos 15 de abril. No entanto, com a rápida evolução da pandemia em todo o planeta, não podemos cravar esta determinação como definitiva.