Villa reencontra os gols, e Vicente del Bosque sorri

Mais um gol neste sábado ajuda o treinador da Espanha a recuperar a confiança no maior artilheiro da seleção

Sem um titular incontestável no comando do ataque, Vicente del Bosque testa jogadores e ainda não definiu o dono da camisa 9 da Espanha. A cada rodada do Campeonato Espanhol, porém, parece que a solução não é ninguém novo. Longe disso. David Villa, 31 anos, reencontrou os gols e pode se transformar no remédio para a dor de cabeça do treinador da seleção.

Del Bosque usou quatro atacantes diferentes nas últimas quatro partidas. Roberto Soldado começou jogando contra o Chile, o próprio Villa foi titular contra a Finlândia, Álvaro Negredo apareceu entre os onze iniciais no amistoso contra o Equador, e Fernando Torres foi o escolhido para a final da Copa das Confederações contra a seleção brasileira, no Maracanã.

As atuações nem foram ruins nesses jogos – dois gols de Negredo e um de Soldado -, mas a troca constante indica que Del Bosque ainda não tem confiança em nenhum atacante, e é mais fácil acreditar em quem já deu motivos para isso, como Villa, um dos artilheiros da Copa do Mundo de 2010.

O problema é que o ciclo do maior artilheiro da seleção espanhola foi ruim. Ele sofreu uma fratura durante o Mundial de Clubes de 2011. Perdeu a Eurocopa de 2012 e espaço no Barcelona. Na última temporada, começou apenas 26 jogos como titular e foi mais utilizado por Tito Vilanova como uma opção para o segundo tempo. Não foi mal: marcou 21 gols e deu 11 assistências.

Vendido ao Atlético de Madrid por um valor tão baixo que pode até ser considerado simbólico – € 5 milhões -, Villa agora joga e marca gols com regularidade. Foi titular nos seis jogos do clube na temporada e balançou as redes três vezes, contra Barcelona, na Supercopa da Espanha, Real Sociedad e Almería, neste sábado. Em forma, ele tem mais oito meses para provar que está recuperado e pode ser o homem-gol da Espanha na Copa do Mundo do Brasil.