Djalminha teve bem menos espaço na seleção brasileira do que merecia. A concorrência fortíssima na época ajuda a explicar os poucos jogos, mas as razões vão além. Em 2002, não é segredo para ninguém que a indisciplina no Deportivo de La Coruña custou a convocação para a Copa do Mundo. E talvez o estilo displicente do craque não fosse muito aceito pelos técnicos da equipe nacional. Uma pena. Porque poucos jogadores foram tão habilidosos quanto ele em sua época. O canhoto costumava ser garantia de espetáculo.

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Ao longo de sua carreira, Djalminha viveu bons momentos por Flamengo, Guarani e Palmeiras. Mas é difícil comparar com o seu auge pelo Deportivo. O camisa 8 não só encabeçou um timaço, como também o levou ao inédito título de La Liga. E jogando o fino. Naquela campanha, foram várias partidas que o meia desequilibrou. Em especial, a goleada por 5 a 2 sobre o Real Madrid. Mauro Silva aconselhou o compatriota a fazer “algo especial para surpreender”. Logo de cara, deu uma lambreta em cima de Raúl, que quase terminou em gol. Questionado pelo ídolo merengue, Djalminha respondeu: “Você faz gols, mas eu, mais do que isso, sou boleiro”. Pouco depois, ainda fez um golaço, em cobrança de falta cheia de curva.

Nesta quarta, Djalminha completa 45 anos. Em homenagem, relembramos alguns de seus lances mais sensacionais, assim como aquela atuação mágica contra o Real Madrid. A falta de objetividade em alguns momentos até podia ser cobrada. Mas o encantamento era realmente o que valia ao craque.