Como qualquer craque, Kaká reúne diferentes qualidades. Mas não dá para negar que o seu ápice dependia de uma virtude específica e avassaladora: as arrancadas. O meio-campista promissor do São Paulo se transformou em um monstro nos tempos de Milan. As passadas largas e os dribles em velocidade faziam defesas desabarem como castelos de cartas. O camisa 22 era o vértice do time de Carlo Ancelotti, transitando entre um sistema defensivo bem montado, um meio-campo técnico e um ataque oportunista. Assim, levou o time ao título da Champions em 2007 e conquistou a Bola de Ouro.

A queda de desempenho de Kaká no Real Madrid tem relação com os seus problemas físicos. Por mais que seguisse como um ótimo armador, não era mais aquela locomotiva, tão destruidora em Milão. Em seu auge, o brasileiro facilmente se colocou entre os melhores jogadores da década passada. Hoje, ainda vive de lampejos no Orlando City. Mas como é bom relembrar a fase exuberante com os rossoneri. No aniversário de 34 anos do meia, fica a lembrança e a homenagem: