Maradona, Zidane, Ronaldo, Roberto Baggio, Klinsmann, Bergkamp, Batistuta, Totti, Del Piero, Nedved, Ibrahimovic. A lista de craques que passaram pelo Campeonato Italiano entre 1985 e 2009 é praticamente interminável. Em boa parte deste período, os clubes da Serie A viviam o seu auge, contratando os melhores de qualquer parte do mundo. E, entre eles, é unanimidade o desafio que tinham pela frente quando enfrentavam o Milan. Paolo Maldini atravessou mais de duas décadas envergando a camisa rossonera, fazendo parcerias inesquecíveis com Baresi, Costacurta, Desailly, Nesta. O papel do camisa 3 em manter a consistência defensiva milanista por tanto tempo é gigantesco. Se Maldini aparece sempre nas listas de melhores de sua posição em todos os tempos, é porque parou os melhores atacantes de seu tempo, e de diferentes gerações.

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Ninguém entrou em campo mais vezes pela Serie A, 647 jogos no total. Ninguém conheceu melhor os tempos áureos do futebol local. Ninguém foi mais temido fechando o lado esquerdo da defesa. A grandeza de Maldini vai além da consistência que sempre demonstrou, do promissor filho do ex-xerife ao veterano consagrado. A precisão era impressionante, de um zagueiro que atacava a bola com a mesma arte de um cobrador de faltas que sempre acerta o ângulo. Fruto de uma capacidade técnica ímpar. De quem, além da firmeza na zaga, também sabia sair jogando com maestria. Era completo em quase todos os quesitos do jogo.

Maldini nunca pôde conquistar uma Copa do Mundo, a maior lacuna de sua carreira. Mesmo assim, poucos defensores são tão marcantes na história do torneio, líder de grandes defesas da Itália. Tanto que, por duas vezes, apareceu na seleção do torneio. Em compensação, nunca lhe faltou nada no Milan. Diante de tantos craques, conquistou sete Scudetti e cinco vezes a Liga dos Campeões. De 1989 a 2007, apareceu em 11 das 19 listas de melhores da Europa da Bola de Ouro. Nunca conquistou o prêmio, mas por duas vezes esteve entre os três melhores. Não à toa, seu número acabou aposentado pelo Milan. Quem sabe, para ser vestido novamente por seu filho, o sucessor de uma dinastia.

Nesta sexta, Maldini completa 47 anos. A maioria absoluta, dedicados à mais pura arte defensiva do futebol.