O resultado pode não ser o mais cômodo olhando a tabela. No entanto, pelas circunstâncias do jogo, o Grêmio volta para casa mais do que satisfeito do Nuevo Gasómetro. Depois que abriu o placar em cobrança de pênalti de Néstor Ortigoza, o San Lorenzo teve diversas chances de ampliar a vantagem. Parou em uma atuação monstruosa de Marcelo Grohe. E o esforço do arqueiro teve a sua recompensa no final, quando o garoto Lincoln, de 17 anos, buscou o empate em uma bola chorada aos 44 do segundo tempo. Ainda assim, o camisa 1 teve que aparecer mais uma vez nos acréscimos para garantir o 1 a 1 no marcador. Uma das melhores atuações de um goleiro nas últimas edições da Copa Libertadores – talvez a melhor desde que Torrico fechou o gol do Ciclón contra o próprio Grêmio nas oitavas de final em 2014.

Grohe começou a se destacar aos 19 minutos, saindo nos pés de Cauteruccio para salvar. E seguiu trabalhando bastante até realizar seu grande milagre aos 42 do primeiro tempo. Uma defesa de puro reflexo, no contrapé, após desvio de Blanco. Além disso, a sorte estava ao lado do camisa 1. Quando nada pôde fazer, a trave o ajudou, assim como outra vez Geromel apareceu em cima da linha para salvá-lo. Já na etapa complementar, com o Grêmio equilibrando um pouco mais as ações no ataque, Grohe finalizou a noite de gala aos 46, fechando o ângulo de Caruzzo para sair como o homem do jogo. Justificou toda a confiança que recebe dos tricolores.

O ponto vale para manter o Grêmio na segunda colocação, mas muito mais para deixar o San Lorenzo abaixo, dois pontos atrás. Considerando que os tricolores ainda têm dois duelos delicados pela frente, visitando a LDU em Quito e recebendo o Toluca em Porto Alegre, era essencial não deixar o Ciclón se desgarrar. Considerando que argentinos e equatorianos vão ao México encarar o Toluca nos próximos dois compromissos do grupo, um empate contra a LDU deixará os gremistas com a mão na vaga, com a comodidade de decidir na Arena.