Não sei se com você é a mesma coisa, talvez seja eu o bobo nessa história. Mas a cada vez que vejo uma vinheta de abertura de Copa do Mundo, das Copas que eu vivi, há uma mistura de sensações que vem à flor da pele e que se torna difícil de explicar. Em algumas o olho mareja, em outras o sorriso não se contém, por vezes a pele até mesmo se arrepia. Provavelmente são as memórias que despertam como um vulcão adormecido, prontas a explodir por, de uma maneira tão sensorial, remeterem a períodos repletos de lembranças. Porque da Copa não se guardam só os jogos, e sim todo o ambiente que carrega junto consigo.

O YouTube, aliás, é pródigo em fazer essa lava mundialista correr mais quente dentro do peito. Existem algumas coletâneas de vinhetas de abertura disponíveis no site. Abaixo, selecionamos duas. Uma delas, do canal ‘Sanpolitano’, traz as produções “oficiais” das transmissões internacionais, a partir da Copa do Mundo de 1982. As primeiras são feitas pelas próprias emissoras locais (RTVE, Televisa, RAI) que geravam as imagens ao resto do mundo, enquanto a Fifa criou seu próprio padrão a partir de 1994. Já a outra, reunida por Thiago Rocha, apresenta as vinhetas da televisão brasileira. De 1970 a 2014, compila o material de: Rede de Emissoras Independentes (1970), Globo (1978 a 2014), Band (1990, 1994 e 2010), Manchete (1990 e 1998) e SBT (1990 a 1998)

Cabe dizer que as produções oficiais não costumavam ser apresentadas no Brasil. Em 1998, por exemplo, a Band exibia a introdução da Fifa, mas não outros canais. Apenas nos anos 2000 é que elas se tornaram comuns, inicialmente abrindo e fechando o dia de transmissão, até que fossem passadas antes e depois de cada jogo. Em 2014, o grito de “OOOEEEAAA” ecoou na cabeça de tanta gente por se repetir ao menos 128 vezes em cada canal, muito mais marcante do que as vinhetas nacionais.

Vale atiçar a memória:

MAIS POSTS SOBRE A CULTURA DA COPA

– Cantando na Copa (I): nas músicas oficiais, entre o popular e o épico

– Cantando na Copa (II): no Brasil, muitas canções, poucas marcantes

– Cantando na Copa (III): em outros países, jogadores deram mais voz ao desejo

– Comemos os sanduíches da Copa do McDonald’s, sobrevivemos e dizemos o que achamos


Os comentários estão desativados.