O Bournemouth conseguiu uma vitória merecida diante do Manchester United neste sábado, abrindo a rodada da Premier League. O placar de 1 a 0 veio com um golaço do centroavante Joshua King. A vitória não foi uma surpresa. Venceu aquela equipe que jogou melhor, ainda que o Manchester United seja claramente a maior. O time da casa foi mais organizado e teve um desempenho melhor. Os Red Devils mal conseguiram criar chances de gol, mesmo ficando um pouco mais com a bola.

Nathan Ake foi o grande nome do jogo. O zagueiro teve uma atuação impecável, dificultando muito a vida dos atacantes do time de Manchester e cortando os muitos cruzamentos feitos pelo adversário. Bem posicionado, o time do técnico Eddie Howie mostrou tranquilidade, com seus laterais marcando muito bem. Não houve espaços para o time visitante atacar.

Diante de um time tão bem posicionado e defensivamente atuando bem, o que faltou ao Manchester United foi criatividade. Ainda sem Paul Pogba, o técnico Ole Gunnar Solskjaer escalou Fred e Scott McTominay como jogadores mais recuados, com Andreas Pereira sendo mais ofensivo, encostando no trio de ataque: Daniel James, Marcus Rashford e Anthony Martial.

O primeiro tempo teve um ritmo lento, com o Bournemouth tirando a possibilidade de Daniel James correr e usar a sua velocidade sempre alta. Foram seis chutes de cada lado, dois no gol do Bournemouth, um do Manchester United. Com uma grande diferença: um dos que o time da casa acertou foi preciso e balançou as redes.

Aos 45 minutos, o Bournemouth chegou ao gol em uma jogada bem típoca de centroavante. Joshua King recebeu uma bola alta dentro da área, dominou no peito e, grande e forte, protegeu, girou e bateu, com a bola pingando, para abrir o placar: 1 a 0. Um belo gol do norueguês, fazendo uma jogada de manual do centroavante de referência.

O que se esperava no segundo tempo era uma pressão do Manchester United para amassar os mandantes e arrancar logo o gol de empate, para dar tempo de buscar a virada. Só que o time não mostrou futebol para isso. Sequer voltou melhor que o Bournemouth. Mesmo perdendo, o Manchester United acertou menos chutes que o adversário. No total, foram seis para o Bournemouth e nove para o Manchester United. Mas se filtrar pelos chutes certos, a vantagem é inversa: quatro para o Bournemouth, três para o United.

Ao longo do tempo, Solskjaer tentou mudar o time. Tirou Andreas Pereira, um dos pouco sopros de alguma criatividade do time, ainda que não fizesse uma grande partida, e colocou em campo Jesse Lingard, que entrou mal. Sem espaço para James correr, o técnico o tirou de campo e colocou Mason Greenwood, um atacante de mais finalização. O problema é que o time não criava chances nem para Rashford, nem para Martial. E não criou também para Greenwood. Ainda colocou o jovem Brandon Williams no lugar de Aaron Wan-Bissaka, mudando o desenho tático. Já parecia tarde.

Outro dado que mostra o quanto o Bournemouth acabou sendo melhor em campo: o goleiro que mais trabalhou foi David De Gea, com quatro defesas, não Aaron Ramsdale, que fez três – ainda que as defesas do goleiro da casa tenham sido mais difíceis.

O resultado faz o Bournemouth subir na tabela e passar o próprio Manchester United, que chega a quatro derrotas em 11 jogos. Aliás, já perdeu mais do que ganhou: são três vitórias e quatro empates. Uma campanha que complica muito a situação do técnico Ole Gunnar Solskjaer.

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