A janela de transferências fechou com alguns valores assustadores. O Manchester City soltou € 74 milhões em Kevin de Bruyne e mais € 60 milhões em Sterling. O Manchester United desembolsou € 50 milhões por um garoto que jogou 50 partidas como profissional na vida. Nunca os clubes ingleses gastaram tanto quanto nos últimos dois meses. Na Alemanha, apesar da austeridade da maioria dos clubes, o Bayern pagou caro por Vidal, e o Wolfsburg por Draxler. Até a Itália abriu a carteira: Dybala, Kondogbia e Bacca foram três dos 20 jogadores do mercado que custaram mais de € 30 milhões.

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Diante dessa enxurrada de euros, libras e dólares, fica fácil imaginar que a boa e velha arte de procurar barganhas foi abandonada, mas alguns clubes conseguiram fazer bons negócios, seja por observação, negociação ou oportunidade. Afinal, nem todo mundo tem tanto dinheiro para se reforçar e correr atrás dos concorrentes. Mesmo a Inglaterra, às vésperas de receber o maior contrato de direitos de televisão na história, viu dirigentes com criatividade para montar a melhor equipe possível sem gastar muito.