O Vasco entra em campo esta noite confiando na máxima do Internacional: é possível ser campeão com Alecsandro no time. Mais: é possível ser campeão da Libertadores com Alecsandro no ataque.


Vou parar de implicar, porque se existe o mal necessário, Alecgol é o ruim útil – e vem melhor esse ínicio de ano do que estava no fim do ano passado. Claro que se hoje, com 10 minutos, ele tiver dado três caneladas, a torcida vai pedir Tenorio, o atacante Demolidor que jogou duas Copas do Mundo, que todos só viram pelo Youtube, mas que tem um papel fundamental nesse time: vai ser o cara da vez que vai colocar Alecsandro no banco.


Ele faz parte de uma engrenagem à moda antiga que apareceu meio de repente em São Januário. Um time com um goleiro (Prass) que já tem anos de clube, um zagueiro (Dedé) ídolo, jovem e cobiçado por grandes do futebol mudial, dois veteranos, um (Felipe) ainda pura técnica, nem tanto físico, outro mais físico (Juninho) e alguma técnica.


Diego Souza é o irregular mais parecido com Edmundo que o Vasco tem desde Edmundo. Bernardo, o garoto enxaqueca, chega perto, quando faz unzinho de falta e chora no meio do treino. Na lateral-direita, Fagner tem nome de cantor de MPB, mas é fã de música eletrônica e tem tatuagens muito loucas.


Certo que são muitos desfalques: Romulo, Eder Luis, Fagner, que está suspenso contra o Nacional, e Allan. Em campo, tem Nilton, um bom jogador, porém, comprometido com as tragédias futebolísticas, e Thiago Feltri, que vai jogar de verdade a primeira vez hoje. Vamos ver se vai encarar a torcida no cangote, com a responsabilidade diferente das partidas do Carioca.


Sem concentração, o time joga por ele e pelo fim das webcams no confinamento, pela liberdade das novas gerações e pela falta de saco de boa parte do elenco, todos burros velhos (não estou falando de atacante!), de ficarem trancados com marmanjos, sem curtir um “Amor e Sexo” na TV.