O meio-campista Rafael van der Vaart anunciou o fim da carreira, aos 35 anos. O holandês teve uma carreira passando por grandes clubes, além de uma participação significativa na seleção da Holanda. Ele foi parte do time que chegou à final da Copa do Mundo de 2010, quando a Holanda acabou derrotada na final pela Espanha, na prorrogação. Coloca um ponto final na carreira sem nunca ter alcançado o sucesso que se projetava no início da sua promissora carreira.

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Van der Vaart estava jogando na Dinamarca, no Esbjerg, clube pelo qual assinou em agosto. Só que mal conseguiu jogar, atormentado por lesões. Foram apenas 55 minutos em campo pelo clube na liga dinamarquesa, a Superliga. Assim, o meia decidiu colocar um fim na carreira que cpmeçou em 2000, pelo Ajax. O meia passou por Hamburgo, Reral Madrid, Tottenham, voltou ao Hamburgo, depois Betis, Midtjylland e, por fim, o Esbjerg. Jogou pela seleção da Holanda de 2001 a 2013, data da sua última partida pela Oranje.

São 109 jogos pela seleção da Holanda e, depois de 18 anos atuando profissionalmente, decidiu que não pode mais continuar jogando. “Eu tenho que parar agora. Eu não estou aqui para me reabilitar, mas para jogar futebol”, afirmou Van der Vaart ao De Telegraaf.

“Eu gostaria de me tornar um avô do futebol, mas não é o caso. Eu só posso ser grato por todos os anos que eu pude jogar futebol, todos esses jogadores, comissão técnica, torcedores na Amsterdã Arena, Volksparkstadion, White Hart Lane, Bernabéu”, continuou o meia. “Eu apenas tenho sentimentos bons sobre isso. Foi um ótimo momento. Eu ganhei prêmios e joguei campeonatos, tanto com meus clubes quanto com a seleção e individualmente”.

“Em todos esses anos, eu fui capaz de jogar ao lado e contra muitos grandes jogadores nos mais belos estádios. Eu nunca me atrevi a sonhar com isso quando era um garoto”, disse o agora ex-jogador.

Van der Vaart, porém, parecia que ser um dos grandes, mas sempre ficou aquém das expectativas. No Ajax, era visto como um grande talento e de revelação, se tornou o craque do time nos cinco anos que passou por lá. Depois, foi para o Hamburgo e viveu mais três anos, onde também se tornou ídolo.

No Real Madrid, porém, teve altos e baixos. Em um time cheio de estrelas, fez 73 jogos, marcou 12 gols e deu 11 assistências. Ficou sem espaço em um time que tinha Kaká, Guti, Raúl e jogou pouco. Foi assim que surgiu a oportunidade de ir para o Tottenham, em 2010, depois de dois anos no clube espanhol. No Tottenham, foram duas temporadas e um ótimo desempenho.

Tudo mudou quando André Villas-Boas chegou e o meia passou a ser reserva. Então, veio a proposta de voltar ao Hamburgo e ele abraçou a chance. Ficou mais três anos no clube, até que perdeu espaço e acabou negociado com o Betis, em 2015. Começou a sua peregrinação sem conseguir sequência de jogos. Ficou apenas uma temporada e jogou poucos jogos antes de ir, em 2016, para o Midtjylland, onde também jogou poucas partidas e foi para o Esbjerg, com poucos jogos.

Na seleção holandesa, nunca conseguiu ter o protagonismo que tinha potencial para ter. Foi importante em vários momentos, inclusive na Copa 2010, na maior parte das vezes como reserva. No mais, terminou a sua participação pela Holanda com a sua carreira antes mesmo da Copa do Mundo em 2014. Termina a sua carreira como um jogador de talento atormentado por lesões, mas também por escolhas erradas ao longo da carreira. Um jogador que foi muito menos do que poderia ter sido.