A carreira de Marco Van Basten terminou precocemente aos 31 anos. Seus tornozelos não aguentavam mais após tantas lesões e cirurgias. Deu tempo, porém, para ser um dos maiores jogadores do Campeonato Italiano com a camisa do Milan, além de brilhar pelo Ajax e pela seleção holandesa, período em que achava que jogaria para sempre – ou pelo menos até os 38 anos.

“No começo, eu não entendi. Estava muito focado em me sentir mal. Eu tentava entender por que era eu que precisava sofrer. Nunca recebi uma resposta”, afirmou ao Corriere della Sera, destacando que sua passagem pelo Milan foi especial.

“Eu me sentia como parte de uma família. Vivemos uma vida inteira juntos. Vocês me viram nascer, como jogador e como homem. Me viram crescer. Infelizmente, também testemunharam meu fim. Eu estava convencido que eu duraria para sempre. Disse a meus companheiros que pararia aos 38 anos”, disse.

No Milan, conquistou duas vezes a Copa dos Campeões sob o comando de Arrigo Sacchi, com quem não tinha uma relação muito boa. “Ele nunca me passou a impressão ser honesto em suas relações humanas. Quando ele não estava feliz com como nós treinávamos, ele descontava nos mais jovens, nos mais fracos”, acusou.

Van Basten também contou como foi os seus primeiros contatos com Zlatan Ibrahimovic, quando trabalhava no Ajax. “Volta ao Ajax como técnico e havia um garoto que me provocava. Você é o Van Basten, ele disse, e me passava a bola, mostre-me o que pode fazer. Por causa do meu tornozelo, eu não podia mais. Quem era o garoto? Tenho certeza que você o conhece. Ele se chamava Zlatan e seu sobrenome era Ibrahimovic”, completou.