O Barcelona sofrer em um jogo de La Liga tem sido algo bastante comum nesta temporada. Diante do Atlético de Madrid, no estádio Wanda Metropolitano, ninguém imaginou que seria fácil. Lionel Messi deu a vitória por 1 a 0 para o Barcelona, em uma jogada com Luis Suárez, em uma partida que não parecia que teria os visitantes como vencedores. O técnico Ernesto Valverde, pressionado pelo fraco desempenho do time, falou sobre as características do time, que venceu em um contra-ataque, embora esta não seja a sua característica.

“Nós não somos uma equipe muito de contra-ataque”, afirmou Valverde. “Nós somos uma equipe que trata de dominar o jogo. Mas, ao final, o contra-ataque se trata de correr. É preciso correr bem e escolher o espaço. Os grandes jogadores no contra-ataque são os que fazem isso melhor”, afirmou o jogador.

“Os jogadores com mais técnica são infalíveis nestas situações. Não apenas porque é mais fácil terminar as jogadas, mas porque quando vão correndo os jogadores como Messi têm o radar aberto e sabe onde fazer o melhor passe. Porque todo o mundo começa a se desmarcar e é mais fácil para os jogadores com tanto talento decidirem. Neste caso, Leo [Messi] terminou a jogada”.

“Para nós, muitas vezes não nos interessa que haja um toma lá dá cá”, afirmou o treinador do Barcelona. “Não queremos que o adversário tenha uma chance e nós outra. Em todas as partidas, queremos que seja unidirecional. O que acontece é que quando estas situações acontecem, você deve levar em consideração a qualidade dos seus jogadores e os nossos têm muito. No contra-ataque, quando pegam a bola Luis [Suárez] e Leo [Messi] ou [Antoine] Griezmann com espaço, somos uma equipe perigosa”.

“Esta é uma partida marcada no calendário”, admitiu Valverde. “Em campos assim é onde jogamos pelo campeonato. Os pontos são importantes para defender a liderança, mas sobretudo para enfrentar as partidas antes do Natal com mais confiança. A partida foi dura. Eles começaram bem e nos criaram algumas chances perto da nossa área que os instalaram a campo e tivemos que nos mexer. No segundo tempo, nos aproximamos mais da área deles e no final marcamos com Leo nessa jogada extraordinária”.

Rakitic: “Não há melhor lugar que o Barcelona, se posso jogar”

O meio-campista Ivan Rakitic, titular apenas pela terceira vez na temporada, elogiou o capitão do time, que decidiu o confronto. “É impressionante a tranquilidade que tem nos últimos 15, 20 metros”, afirmou o croata. “Ele pega forte e busca o chute rasteiro. Ele faz isso todos os dias treinando e hoje repetiu em campo. Foi muito importante para ganhar”.

Rakitic foi titular atuando na posição normalmente ocupada por Sergio Busquets, que estava suspenso. “Estou muito agradecido pela oportunidade”, afirmou Rakitic. “Estou muito agradecido pela oportunidade. Este papel como volante não é nada novo. Eu já joguei assim na seleção. Espero ter aproveitado da melhor maneira possível”.

“Foi uma semana muito importante para mim. A tristeza passou. Agora voltei a aproveitar cada dia os treinamentos e me encontro muito forte e muito bem. Eu gosto do futebol. Eu só quero aproveitar o futebol. O importante é ter deixado para trás esta situação. Não sei o que acontecerá no mercado de janeiro, sinceramente. Mas não há melhor lugar que o Barcelona, se posso jogar”, disse ainda o meio-campista.

Simeone: “Estamos em um ano de transição”

O treinador do Atlético de Madrid, Diego Simeone, falou sobre não ter o que fazer diante de um gol como o de Messi, um golaço nos minutos finais e foi além: afirmou que o seu time passa por uma transição e que, por isso, é preciso ter paciência.

“Impotência não sinto porque diante de um golaço, só nos resta aplaudir. Quando a jogada se precipitou para um contra-ataque, cheirava a perigo. Messi e Suárez têm essa situação bem controlada. Quando a partida começa, Leo aproveita os espaços que o rival deixa e aqui é um jogador determinante”, analisou Simeone. “Fico com tudo que fizemos antes, serve pouco para a classificação, embora, para o que precisamos continuar melhorando, esta partida nos serve muito”.

O treinador comentou sobre a falta de paciência e admitiu que ele mesmo não tem muito. “Eu sou o que menos têm, mas é preciso entender a mudança enorme que foi feita na equipe, que necessita seu tempo para melhorar. Temos que entender que estamos em um ano de transição. Estamos melhorando o jogo, mas a parte mais importante, que é o gol, nos falta. O Real Madrid e o Barcelona não me preocupam, me preocupa o Sevilla, que já nos abriu cinco pontos”, disse.

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