Como mostramos na última terça-feira, a federação mexicana iniciou uma campanha para erradicar o grito de “puto” dos jogos da seleção. Esse péssimo hábito também existe no Brasil e está cada vez mais frequente desde a Copa do Mundo de 2014. Aqui, deixamos qualquer sutileza de lado e adaptamos o grito para “bicha”.

LEIA NOSSOS TEXTOS SOBRE HOMOFOBIA.

É apenas um exemplo do problema sério de homofobia que existe nos estádios brasileiros e foi muito bem retratado neste mini-documentário produzido por alunos de jornalismo da USP (que não quiseram se identificar).

Motivados por essa epidemia de gritos de “bicha”, os alunos quiseram mostrar como a discriminação nos estádios pode ser cruel, principalmente contra o público LGBT, mas também contra mulheres. Segundo uma pesquisa da CBF, 80% das mulheres não se sentem seguras em campos de futebol.

O vídeo chama-se “Contra-Ataque”, e em 5min30s, traz um bom retrato do problema, com entrevistas os grupos Palmeiras Livre e Gaivotas Fiéias, especialistas como o psicólogo da USP, Roberto Romeiro Hryniewicz, e Flavio dos Campos, coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Sobre Futebol e Modalidades Lúdicas.

Vale a pena ver.