O Manchester United estava avisado. A vitória sobre o Newcastle levara o Chelsea a ter a mesma pontuação (32), e uma vitória fora de casa, no clássico contra o Arsenal, pela 15ª rodada do Campeonato Inglês, manteria a segurança do status de ser o principal contendente a tentar alcançar o líder Manchester City. Pois os Diabos Vermelhos cumpriram bem a tarefa, superando as dificuldades para conseguir a vitória por 3 a 1, graças à eficiência dos contragolpes na frente – e às defesas de David de Gea, atrás.

Aliás, quando a partida começou no Emirates Stadium, a impressão foi a de que o United havia resolvido a partida sem muitos dramas. Bastaram quatro minutos para os visitantes de Manchester abrirem o placar. Após roubar a bola, Antonio Valencia veio com ela até a entrada da área. Ali, serviu-a a Paul Pogba. O francês esperou o melhor momento, devolveu-a ao equatoriano, e este bateu cruzado, por baixo de Petr Cech, para fazer 1 a 0. Nem bem o Arsenal levara o primeiro, teve de amargar o 2 a 0, aos 11. Novamente, graças a uma bola roubada. Jesse Lingard não descansou enquanto não tirou o domínio de Shkodran Mustafi. Tirou, deixou a bola com Pogba, este tabelou com Anthony Martial, e o francês devolveu ao inglês para este completar o 2 a 0 dos visitantes.

Claro, o Arsenal partiu para o ataque. E teve volúpia suficiente para empatar. Só não o conseguiu porque De Gea estava num daqueles dias quase insuperáveis, exibindo uma série de defesas impressionantes. A primeira veio aos 31, quando Alexandre Lacazette arriscou e o arqueiro espanhol desviou a bola para a trave (Granit Xhaka errou a sobra). Aos 34, Mesut Özil bateu de fora da área, e De Gea encaixou. Depois, aos 44, Sead Kolasinac completou para ótima defesa de De Gea. Na sequência, Bellerín tentou, mas também não conseguiu vazar o camisa 1 do United. Até mesmo “fogo amigo” De Gea conteve: nos acréscimos do primeiro tempo, Romelu Lukaku deu um “voleio acidental”, e o goleiro espanhol estava a postos para novamente evitar o gol contra.

Porém, no começo do segundo tempo, não houve o que De Gea pudesse fazer. Aos sete minutos, em lançamento por cima, a bola pegou Aaron Ramsey quase na pequena área. E o galês apenas escorou, para que Lacazette enfim marcasse o gol do Arsenal. A pressão em busca do empate aumentou ainda mais – e rendeu novo momento esplendoroso de De Gea: aos 11, ele defendeu o chute de Lacazette – e levantou-se, milésimos de segundo depois, para já impedir com o tornozelo, no reflexo, a tentativa de Alexis Sánchez.

Aí, outro contragolpe serviu para trazer novamente a tranquilidade aos visitantes, aos 18 minutos. Lukaku escorou para Lingard trazer a bola até a área, com campo livre. Na chegada, o atacante deu a esférica a Paul Pogba. O meio-campista segurou, passou por dois marcadores e cruzou, para Lingard reencontrar a bola na pequena área e tocar para o gol vazio, fazendo 3 a 1. Pogba ainda deu problemas  – foi expulso aos 29, por pisar o joelho de Bellerín. Mas já era tarde para o Arsenal evitar a vitória do United. Graças à eficiência – e a De Gea.


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