Desde que começou a se destacar pelo Ajax, e especialmente na temporada brilhante da equipe em 2018/19, o encontro de seu destino com o do Barcelona pareceu iminente. Cria da base dos Ajacieden, em uma escola de jogo similar à dos catalães, intrincada pela influência de Johan Cruyff, De Jong é um jogador sob medida para o Barça – e pretende que sua história no clube ultrapasse por muito a passagem do ídolo holandês como jogador. Para isso, o nível de exigência será alto, começando por ele próprio.

Em entrevista ao Sport, da Catalunha, o meia afirmou que seu desejo seria de encerrar sua carreira no clube – ainda que esteja muito cedo para dizer isso, já que o jogador tem apenas 22 anos de idade e acaba de chegar ao Camp Nou.

“Desejo terminar minha carreira no Barcelona. Eu sempre quis jogar no Barça, não sei o que acontecerá no futuro, mas estou muito feliz aqui, e não há outra etapa depois do Barça, não há nada superior a isso”, afirmou De Jong.

O jovem meia é relativamente humilde em suas projeções. Tornar-se uma lenda de um time como o Barcelona não é exatamente das tarefas mais fáceis, mas ser lembrado como uma boa peça já seria uma realização ao atleta.

‘Busco me concentrar para treinar duro e oferecer o meu melhor. Espero que as pessoas se lembrem de mim. Talvez não como uma lenda, mas como um bom jogador. Permanecer cinco anos no Barça como Johan Cruyff? Espero que sim! Talvez até o fim da minha carreira.”

Quique Setién assumiu o Barcelona há dois jogos, portanto não dá para cravar exatamente qual a dimensão de De Jong para a equipe que o técnico espanhol quer montar. Porém, com Ernesto Valverde, o holandês foi um símbolo de consistência, sendo ele a única peça basicamente fixa de um meio de campo em constante mudança, com Rakitic, Busquets, Vidal e mesmo Aleñá alternando os postos restantes.

Ainda assim, De Jong é duro consigo mesmo. Não por falta de autoestima, mas por ter a consciência de que poderia ter oferecido influência ainda maior do que teve até agora, nas 27 partidas que realizou na temporada (19 delas pela Liga e seis pela Champions League).

Questionado sobre qual nota, de 0 a 10, daria para seu nível de desempenho desde que chegou à Catalunha, atribuiu a si próprio um rígido “6 ou 6 e meio”.

“Joguei mais ou menos bem até agora. Estou contente, mas sei que minhas atuações podem ser melhores.”

A seu favor, De Jong pode contar com o estilo de jogo que Setién deseja implementar no clube, alinhado com o DNA de posse de bola, passes e grande influência do meio de campo – algo a que o holandês quase sempre esteve habituado, desde seu início em 2015 nas categorias de base do Ajax.