[Uma Saga de FM] Capítulo 28: Revanche!

O que fazer depois do Mundial? Uma revanche, é claro. A saga de uma nova Libertadores do Instituto

Esse é mais um episódio da saga de FM do Instituto. Quer ver os capítulos anteriores? Clique aqui

Conquistar o Mundial me trouxe todo o tipo de questionamentos sobre até onde ir com o save. Não era o suficiente? Até era, mas já estava tão acostumado ao time e empolgado com o desenvolvimento de alguns atletas que queria seguir com a história e ver até onde iríamos. De toda a maniera, aquela conquista meio estranha da Libertadores também me impulsionava a tentar novamente e ver se era possível faturar o título sem nenhuma mácula de um rage quit ou coisa do tipo.

Bom, 2022 começou com a venda de Alfredo Caro ao Villareal por € 8 milhões. Eu queria mantê-lo, até por ser uma cria da base, mas ele não queria renovar o contrato e por isso partiu. Por outro lado contratei um jovem chamado Miguel Angel Moreno da Universidad Católica. Atacante de lado de campo. Já na base pincei um garoto chamado Eduardo Barrionuevo. Meia armador e cotado para ser o novo Romagnolli! Mas eu queria ousar. Passei a treiná-lo para ser zagueiro central a fim de ter uma saída de bola surpresa no caso dos times que já sabiam como iríamos jogar.

– O Clausura começou com uma grande sequência de vitórias: 5 a 1 no River Plate, 2 a 0 no Rosario Central, 4 a 1 no San Martín, 3 a 0 no Belgrano e 3 a 0 no San Lorenzo.

– Na Libertadores caímos num grupo com Fénix, Tolima e The Strongest. Estreamos contra os uruguaios e vencemos por 3 a 0 graças a gols de Reboledo, Sarulyte e Mastrángelo.

– Após triunfos contra o Chacarita Juniors e o Unión encaramos o Tolima. Sem dificuldades ganhamos por 4 a 0 com gols de Reboledo, Sarulyte e Acciari.

– A primeira derrota de 2022 veio no dia 13 de março contra o Lanús. 3 a 2 pra eles. Na sequência batemos o The Strongest por 6 a 0. Mastrángelo, Pavone, Sánchez, Valentini, Reboledo e Martín marcaram nossos gols.

– No Clausura ganhamos do Racing por 4 a 1, do Godoy Cruz por 5 a 0 e do Tigre por 5 a 0, no caso pela Copa da Argentina. O Boca Juniors sempre é um grande desafio e desta vez não foi diferente: 2 a 1 apertado. Na Libertadores ganhamos por 4 a 1 do The Strongest em La Paz graças a um gol contra, um de Martín, um de Salinas e um de Martín Luna.

– Contra o Newell’s tivemos um desapontante 0 a 0 no Clausura, mas emendamos com triunfos de 5 a 2 contra o Atlético Tucumán e um resultado até hoje inexplicável e nunca mais repetido de 9 a 5 contra o Vélez (!!!).

– Na Libertadores ganhamos do Tolima por 6 a 2 fora de casa graças aos tentos anotados por Acciari (duas vezes), Sanchez, Moreno (duas vezes), e Salinas.

cap28_02

– No Clausura batemos o Guilhermo Brown e depois ganhamos do Talleres de Córdoba na Copa da Argentina, em ambos os casos por 2 a 0. Pra finalizar a passagem pela fase de grupos da Libertadores tivemos mais uma vitória. Os 2 a 0 contra o Fénix com gols de Rabello e Salinas nos garantiu o avanço às oitavas com 100% de aproveitamento. O sorteio nos colocou contra… O Fénix! Que coincidência!

– O primeiro jogo do mata-mata do torneio continental foi precedido por uma vitória de 5 a 1 contra o Banfield. A partida com o Fénix, no entanto, não foi parecida com as outras. Jogo difícil pelo jeito indolente dos jogadores em campo. Sánchez abriu o placar, mas tomamos o empate. Como foi em Montevidéu o resultado não foi tão ruim, mas era preciso levar mais a sério. Uma semana depois em nossa casa o Instituto foi Instituto e ganhou com autoridade: 8 a 1  graças a Mastrángelo, Rabello (3x), Viotti, Acciari (2x) e Zamora. Nas quartas o jogo seria contra o Boca.

– De volta ao torneio local ganhamos do All Boys por 4 a 0 e do Colón por 3 a 1. Vamos falar a verdade? O torneio estava ganho.

– O Boca sempre é difícil e a sequência de jogos estava cansando nossos principais nomes. O primeiro jogo foi na Bombonera e foi bem complicado. Acciari estava numa boa noite e na única chance clara que tivemos ele guardou. Um a zero fora de casa nos permitiu uma maior tranquilidade no jogo da volta, que terminou com um surpreendentemente confortável 3 a 1 graças aos nossos zagueiros Silvestre e Valentini (duas vezes), nos três casos em cobranças de bola parada.

– No meio dos dois jogos sofremos um vexame… Fomos eliminados da Copa da Argentina pelo pequeno Los Andes por 2 a 1. É a vida… Logo depois, porém, ganhamos do Independiente por 7 a 5 (!!!) e encerramos o Clausura como campeões! De novo!

– Nas semifinais da Libertadores pegamos o Lanús! No Campeonato vocês lembram? Única derrota do Clausura. Demos um jeito de que isso não se repetisse. Jogamos uma bola redonda e fizemos simplesmente um 7 a 0. Os gols foram de Salinas, três vezes, Reboledo, duas vezes, Valentini e Acciari. O jogo da volta? 2 a 1 pra eles…  Estávamos outra vez na final!

cap28_03

– O adversário? Eles… De novo eles… O Corinthians! Bom, eu queria uma chance de me redimir daquela final estranha não é mesmo? Nada melhor do que enfrentá-los novamente.

O primeiro jogo foi em Itaquera. A estratégia foi a mesma do ano passado; eles iam se defender e eu ia atacar mais ainda. O esquema deles era aquele complicado 3-4-2-1. Muito compacto, muito difícil de furar. Felizmente nossa bola área sempre deu bom resultado e assim abrimos o placar, graças a Reboledo, que testou para as redes ainda no primeiro tempo. Achei que isso indicasse uma facilidade pra nossa equipe, mas o início da segunda etapa me devolveu ao chão. Oscar (aquele) achou uma cobrança de falta para empatar o jogo. Depois, Oscar cruzou na cabeça de Marcelo que virou o jogo. No velho dilema entre atacar ainda mais e me contentar com o gol fora, lembrei que não havia gol fora na final… De forma que me mandei ao ataque… E eles fizeram o terceiro. Que lástima. 3 a 1 pra eles….

A missão era muito difícil outra vez. Uma vitória por dois gols de vantagem nos levaria aos pênaltis. E fazer dois gols era algo terrivelmente complicado contra aquele esquema de jogo. Eu, por outro lado, não iria mudar o que já tinha dado certo. Era chegada a hora de mostrar o nosso valor.

O jogo decisivo no Monumental de Alto Córdoba começou muito truncado. Quando roubávamos a bola ela logo acabava nos pés do Corinthians devido a um passe errado. A bola aérea também não funcionava e embora tivéssemos muitas chances de chutar, nenhuma das finalizações gerava rebote ou qualquer chance clara de marcar. Aos 40 minutos do primeiro tempo, no entanto, Rabello recebeu na esquerda cortou pro meio, passou por um, por dois e mandou pro fundo do gol. Um a zero. Foi este o placar do primeiro tempo. Precisava de mais um pra levar pros pênaltis e dois pra ficar com o título.

A chance não podia passar. Outra que nem esta não aconteceria… Mandei o time da mesma forma para o segundo tempo. Foram 35 minutos de inalteração. Depois de mandar Salinas a campo como ala direita e Moreno como ala esquerda (ambos são atacantes), tive que tomar uma decisão sobre a dupla de frente. Reboledo não estava bem, mas era o meu atacante mais valorizado. Acciari não marcava, mas era o artilheiro da temporada. Rabello, por sua vez, tinha feito o nosso gol. Arrisquei… Rabello deu lugar ao jovem Cristian Martín, que fez a dupla de frente, mandando Reboledo para o lado de campo.

No primeiro lance dele no jogo, Martín dominou dentro da área e chutou… O goleiro deu rebote e Acciari mandou para o fundo das redes. 2 a 0!

Atacar ou recuar? Não deu nem tempo de pensar. Logo na saída de bola o Corinthians atacou com qualidade e ganhou um escanteio. Quase todo o time alvinegro estava na área, mas nós cortamos a bola, bola que caiu nos pés de Mastrángelo que lançou pra Reboledo na direita. Ele correu sem marcação até chegar dentro da área. O goleiro saiu, fechou o ângulo, defendeu a bola. Bola que sobrou pro lado… Pra chegada de Cristian Martín, que empurrou para as redes vazias. 3 a 0!

cap28_04

Vitória do Instituto!

Mais uma Libertadores pro time de Córdoba!

cap28_05 cap28_06

VEJA MAIS SOBRE FOOTBALL MANAGER NA TRIVELA