A torcida do Valencia aguardava um título há 11 anos. Após os tempos abastados na virada do século, que incluíram duas taças do Campeonato Espanhol e uma da Copa da Uefa, os Ches permaneciam na seca desde a Copa do Rei de 2008. Na ocasião, o time de Ronald Koeman contava com ídolos da velha guarda, como Carlos Marchena e Rubén Baraja, ao mesmo tempo em que ascendiam “novatos” do nível de David Silva, David Villa e Juan Mata. O triunfo por 3 a 1 sobre o Getafe marcou praticamente um fim de ciclo no Mestalla, enquanto a coroação deste sábado na Copa do Rei providenciou o reconhecimento ao excelente trabalho de Marcelino García Toral. Nas ruas da Comunidade Valenciana, a comemoração relembrou velhos tempos. Uma multidão ficou em transe desde o sábado, antes da recepção aos heróis neste domingo.

Tão impressionante quanto os títulos na metade inicial da década passada foi a maneira como a cidade de Valencia abraçou o time. Mesmo a classificação à final da Copa da Uefa, em 2004, levou dezenas de milhares de pessoas às ruas. Um espírito festivo que renasceu diante do feito contra o Barcelona, na Copa do Rei. Foi a ocasião perfeita para os valencianos demonstrarem sua paixão e agradecerem a temporada excelente dos Ches, apesar dos receios iniciais. A equipe se recuperou para terminar no G-4 do Espanhol, alcançou as semifinais da Liga Europa e reservou o grand finale para o triunfo no Benito Villamarín. Um sinal de grandeza conduzido por Marcelino, o mais celebrado da equipe.