O Atlético Tucumán vive uma das ascensões mais marcantes do futebol sul-americano. O clube que militava na segunda divisão argentina até 2015 chegou à Libertadores pela primeira vez em 2017. Alcançou a fase de grupos com uma campanha insana nas preliminares e saiu com honras na Copa Sul-Americana, ao ser repescado pela terceira colocação em sua chave. Já nesta temporada, os albicelestes fazem mais e protagonizam uma caminhada maiúscula rumo às quartas de final do torneio continental, após deixarem gigantes pelo caminho. O favoritismo nesta terça está com o Grêmio, considerando as condições modestas do clube do interior, em uma região longe de contar com os recursos dos grandes da capital. Ainda assim, o Decano resiste às vendas de jogadores para manter uma equipe sempre bem montada. E que sempre se impulsiona com a força de sua torcida. Encarar a massa tucumana não é das missões mais simples.

Afinal, o Estádio Monumental José Fierro é daquelas típicas canchas de Libertadores, remetendo a outros tempos da competição. Um estádio de alambrado grudado ao campo, no mais caloroso clima de caldeirão, em que mais de 35 mil torcedores albicelestes cantam ao pé da orelha. Além disso, há alguns espetáculos marcantes ocorridos por lá ao longo dos últimos anos. Os recebimentos, em especial, mostram a melhor face da torcida do Atlético Tucumán. Pode ser uma agremiação pequena, embora tradicional e com um grupo de seguidores extremamente apaixonado. As cenas cravam na retina e devem se repetir nesta terça, mais uma vez na maior partida do Decano em todos os tempos. Enquanto os gremistas jogarão por um título, é toda a história que valerá aos tucumanos.