O Atlético Nacional montou equipes extremamente competitivas ao longo desta década, mas perdeu o fio da meada durante os últimos anos. As mudanças no comando técnico são um problema, enquanto as constantes transferências de destaques também prejudicaram os verdolagas. O atual momento de reconstrução é comandado por Paulo Autuori e são raríssimos os remanescentes das últimas conquistas continentais. Assim, os paisas recomeçam sua trajetória na Libertadores a partir das preliminares e, nesta quinta, deram um importante passo rumo à próxima fase. Mesmo jogando fora de casa contra o Deportivo La Guaira, os colombianos celebraram a vitória por 1 a 0 no Estádio Olímpico de la UCV, fruto de uma pintura.

Contra um adversário claramente mais fraco, o Atlético Nacional dominava as ações, mas tinha dificuldades para concluir as jogadas. No segundo tempo, todavia, o caminho se clareou. Juan Pablo Ramírez poderia ter aberto o placar, mas isolou a bola com o gol escancarado à sua frente. Desta maneira, o tento decisivo ficaria para os 25 minutos, em belíssima obra assinada por Sebastián Gómez. Pablo Ceppelini rolou para fora da área e o jovem canterano acertou um lindo chute de primeira, batendo de chapa na bola. Acertou o ângulo de Mario Santilli. Ótima vantagem para o reencontro das equipes, marcado para Medellín.

 

E por falar em gols bonitos, a menção honrosa da quinta fica para o Deportivo Santaní. O clube paraguaio fazia sua estreia na Copa Sul-Americana e empatou por 1 a 1 contra o Once Caldas, no Defensores del Chaco. Ainda assim, o primeiro gol dos alvinegros na história das competições continentais nasceu em uma jogadaça. O jovem Iván Cazal entortou o marcador duas vezes, com dois dribles desconcertantes. Depois, fez um cruzamento cheio de efeito para o segundo pau. Cristhian Aguada ajeitou de cabeça e Blás Díaz empurrou para as redes. Valeu a viagem aos torcedores que enfrentaram 150 km de estrada até a capital.