PSV e Twente fizeram uma partida importante neste domingo pelo Campeonato Holandês, sobretudo pela crise que se deflagra em Eindhoven. Jogando dentro do Estádio Philips, a equipe da casa tentava se reerguer após a eliminação na Copa da Holanda para o NAC Breda durante o meio da semana. Não conseguiu, mas ao menos o jogo contou com um esquete cômico bem no meio: o árbitro se esqueceu de levar os cartões consigo para o campo e precisou recorrer ao quarto árbitro, justo na hora de advertir um jogador.

O árbitro Siemen Mulder se deu conta do engano apenas aos 30 minutos de bola rolando. Ele deveria advertir Lindon Selahi, meio-campista do Twente, por uma falta na faixa central. Mas, na hora de mostrar o cartão amarelo, cadê? O juizão apalpou o bolso e nada. Teve que sair correndo à beira do campo e pedir ao quarto árbitro uma ajudinha, para que sinalizasse devidamente a punição ao albanês. Curiosamente, Mulder usaria até o vermelho no segundo tempo, ao expulsar Ibrahim Afellay, atualmente no PSV.

E não seria uma boa jornada ao clube da casa, que viu seu péssimo momento se ampliar com o empate por 1 a 1. O PSV até abriu o placar, com Denzel Dumfries, mas não segurou o resultado com um a menos. Haris Vuckic igualou com um gol cheio de estilo ao Twente, quando o relógio batia os 42 do segundo tempo. O resultado aumenta a sequência ruim dos Boeren, que desandaram a partir de outubro e só ganharam três de seus últimos 11 jogos pela Eredivisie. Além do mais, foram eliminados na Copa da Holanda e também caíram na fase de grupos da Liga Europa.

Vale lembrar que o PSV até mudou de técnico nesta temporada. Mark van Bommel deveria conduzir a transição após o período vitorioso com Phillip Cocu, mas não durou mais que um ano e meio no cargo, demitido em dezembro. Ernest Faber assumiu interinamente em seu lugar, mas não é que venha dando jeito. A equipe caiu à quinta posição da Eredivisie, a 11 pontos do líder Ajax – que também vive um momento inconstante, derrotado pelo Groningen no domingo.

Como um bom clube brasileiro holandês, o PSV teve que lidar com os protestos de sua torcida após o tropeço deste domingo. O Estádio Philips se tornou cenário de guerra, com embates entre ultras e polícia, que provocaram 50 prisões. E se não fosse suficiente, a diretoria entrou em uma briga pública com Steven Bergwijn, diante da iminente transferência ao Tottenham. O PSV não quer liberá-lo e acusou-se que o ponta se negou a jogar contra o Twente, o que ele desmentiu com um comunicado público. Crise pouca é bobagem.