As arquibancadas de Old Trafford gritaram “queremos o United de volta”, pediram para que os torcedores levantassem se odiassem a família Glazer, dona do Manchester United, e se esvaziaram antes do apito final da derrota por 2 a 0 para o Burnley, nesta quinta-feira, aparentemente discordando do treinador Ole Gunnar Solskjaer, que havia considerado o clássico contra o Liverpool “um passo à frente”, apesar de tê-lo perdido.

Se o jogo de domingo foi “um passo à frente”, o desta quarta representou pelo menos outro para trás porque o Manchester United voltou a apresentar as mesmas dificuldades para criar chances contra defesas fechadas, acentuadas pela ausência de Marcus Rashford, diante de um longo tempo no estaleiro, e o Burnley venceu em Old Trafford pela primeira vez desde 1962.

Fred foi responsável pela primeira tentativa do jogo, com um chute mascado de fora da área, e Martial por pouco não completou o cruzamento rasteiro de Wan-Bissaka, por volta dos 15 minutos. Fred mandou outra de meia-distância, sem problemas para Nick Pope.

O Burnley não está em uma grande fase, embora estivesse vindo de vitória sobre o Leicester. Antes, eram quatro derrotas seguidas e sete em nove rodadas, incluindo para o próprio Manchester United, por 2 a 0, no fim de dezembro.

O seu futebol objetivo, porém, pode ser perigoso, e Chris Wood quase abriu o placar com uma cabeçada, depois de uma falta cobrada quase do meio-campo direto para a área.

Wan-Bissaka era o motor que levava o Manchester United à frente e a história da partida poderia ter sido diferente se seus cruzamentos tivessem sido mais bem aproveitados. Mata pegou muito mal um deles, e Nick Pope espalmou por cima do travessão a cabeçada de Daniel James em outro.

A chance mais clara da etapa saiu dos pés de Matic, que achou um bonito passe para Martial, dentro da área. O francês dominou com espaço, mas, na hora do segundo toque, adiantou demais a bola e facilitou o bloqueio de Charlie Taylor.

Aos 38 minutos, o Burnley teve outra falta na região do círculo central e, sem nenhum pudor, mandou novamente para a área. Desta vez, Ben Mee ganhou pelo alto e Wood emendou para fazer o primeiro gol da partida.

Se a unidade defensiva do Burnley já era sólida, com um gol de vantagem a situação ficou ainda mais difícil para o United, que precisaria marcar três vezes para vencer depois de Jay Rodríguez tabelar com Wood e acertar um lindo chute de canhota, quase na lateral da grande área.

As tentativas foram tremendamente infrutíferas, com exceção de chutes de média distância perigosos de James e Martial, e um gol marcado por Luke Shaw, anulado por falta.

Foi a primeira vez que o Manchester United não marcou em Old Trafford pela Premier League nesta temporada, mas nem de perto a primeira em que deixou a sua torcida frustrada.

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