Enquanto a Conmebol aposta em sua final única, a Liga dos Campeões da Ásia experimentou em máxima intensidade o fanatismo de uma torcida neste sábado. O Estádio da Universidad Rei Saud encheu suas arquibancadas com 25 mil fanáticos pelo Al-Hilal, que transformaram o local em um revolto mar azul. E a torcida comemoraria o resultado no primeiro duelo da decisão continental contra o Urawa Red Diamonds. Favoritíssimo, o clube saudita dominou o jogo e até lamentou um resultado tão magro, quando poderia ter aberto uma vantagem bem maior que o 1 a 0 no placar. Tentará garantir a taça no reencontro em Saitama, marcado para 24 de novembro.

A torcida do Al-Hilal é conhecida por suas festas nas arquibancadas. E não seria diferente neste sábado, com o azul tomando os olhos em todos os cantos do estádio. Durante a entrada dos times, enormes bandeirões embelezaram as tribunas. Já em campo, o que se viu foi o domínio de um lado só. Comandados por Bafétimbi Gomis e Sebastián Giovinco, os sauditas castigaram o Urawa durante o primeiro tempo. A bola só não entrou por milagre, com três ocasiões claríssimas dos anfitriões. Já na segunda etapa, ao menos, o alívio viria.

O gol do Al-Hilal saiu aos 15 minutos da etapa final. Após cruzamento da direita, o goleiro reserva Haruki Fukushima saiu caçando borboletas e André Carrillo não teve dificuldades em emendar às redes vazias. A diferença, aliás, poderia ser mais ampla. Os sauditas tiveram um gol legítimo anulado por impedimento, depois de uma ótima troca de passes. Era um lance difícil, com defensor e atacante em direções opostas, e a arbitragem na Champions Asiática não possui o recurso do VAR. Agora, caberá aos árabes sustentarem a vantagem na visita aos Reds no Japão. As expectativas de título são grandes aos alviazuis, que não conquistam o continente desde 2000 e possuem dois vices nos últimos cinco anos.