As fases decisivas da Copa Libertadores já tiveram diferentes formatos ao longo dos últimos 58 anos. Nas duas primeiras edições, o torneio se resumia a mata-matas. De 1962 a 1965, os grupos davam vagas nas semifinais. Em 1966 e 1967, os grupos da primeira fase tinham de quatro a sete times, com um quadrangular posterior definindo um dos finalistas e um triangular classificando o outro. Já de 1968 a 1970, duas fases de grupos, até que os semifinalistas fossem conhecidos. Só houve uma padronização maior de 1971 a 1987, com os famosos triangulares semifinais. Até que, a partir de 1988, os mata-matas sucedessem a fase de grupos.

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A primeira edição da Libertadores com a ideia de fase final que conhecemos, ainda assim, foi meio capenga. Foram cinco jogos nas “oitavas de final”, três nas “quartas” e um clube terminou repescado para semi. Até que, enfim, a partir de 1989 as oitavas de final em diante se mantivessem incólumes – exceção feita a 2004, quando houve um playoff prévio por conta da existência de nove grupos na primeira fase. De qualquer maneira, é a partir deste momento que se sustenta de maneira mais forte a mística dos mata-matas do torneio sul-americano. Lá se vão 30 anos de competição consagrando aqueles que aturam a pressão de quatro confrontos em ida e volta.

Abaixo, para recontar esta história, fizemos um mapa com todos os clubes que participaram dos mata-matas da Libertadores a partir de 1988. O recorte do período é justamente para delimitar essa mudança no formato da competição. Os clubes estão organizados a partir do número de aparições na fase decisiva. Além disso, alguns escudos estão sobrepostos, portanto é necessário aproximar o zoom para visualizar com maior precisão. Confira:


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