O jogo que fechou a rodada da Premier League foi emocionante. Os torcedores dos dois times terão motivos para comemorar, mas também para lamentar. O Everton certamente esperava vencer o jogo antes do início, enquanto o Watford poderia ponderar que o empate não fosse de todo ruim. Porém, no desenrolar do jogo, tudo se inverteu. Depois de sair atrás no placar, o Watford virou o jogo, jogava melhor, era mais organizado. Os Toffees, na base da loucura e caos, arrancaram o empate no final em um toque de precisão, quando o relógio passava do tempo regulamentar. Os 2 a 2 no placar premia quem assistiu ao jogo, com a característica da Premier League.

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A história do jogo começou aos 15 minutos, quando um lance que a arbitragem errou permitiu um gol do Everton. Coleman tocou para o meio, André Gomes tocou e Walcott, impedido, atrapalhou a jogada tocando na bola, absolutamente sem necessidade. Gomes ainda continuou com a bola, avançou à linha de fundo e tocou para trás. Richarlison completou para o gol e abriu o placar: 1 a 0. Os jogadores do Watford reclamaram, justamente, do impedimento de Walcott, que efetivamente participa da jogada tocando na bola. A arbitragem deixou passar. Quem comemora é Richarlison, que assim chegou ao seu oitavo gol na Premier League.

No segundo tempo o jogo mudou. Jogando melhor, o Watford passou a levar perigo ao goleiro Jordan Pickford. Já tinha feito o goleiro da seleção inglesa trabalhar em defesa difícil, quando aos 18 minutos, uma bela jogada levou a um gol. Cruzamento rasteiro da direita para Roberto Pereyra, que chutou na trave. A bola bateu no lateral Seamus Coleman e entrou. Gol contra: 1 a 1. Dois minutos depois, veio a virada, em uma cabeçada fulminante de Abdoulaye Doucouré: 2 a 1 e uma bela virada.

O Everton se desesperou. Teve chances, na base do abafa, na loucura e no caos. O técnico do Everton, Marco Silva, fez mudanças que desestruturaram o time. Tirou Walcott e Bernard e colocou Calvert-Lewin e Ademola Lookman aos 21 minutos, logo depois de tomar o segundo gol. Um pouco depois, aos 26, tirou o volante Idrissa Gueye e colocou o centroavante Cenk Tosun. O caos reinou no time, que, atabalhoadamente, tentava o ataque, sem manter muita posição, com bolas alçadas. O modo desespero que é comum em jogos assim, ao menos no final.

O Watford tentava se defender, atacando nas poucas vezes que teve a chance. O Everton conseguiu um lance de perigo já depois dos 90 minutos. Já estávamos nos acréscimos quando o árbitro Kevin Friend marcou uma falta. Normalmente o batedor para esse tipo de falta é Gylfi Sigurdsson, mas Lucas Digne pediu para cobrar. E o lateral esquerdo cobrou com perfeição, por cima da barreira, para desespero do goleiro Ben Foster.

O Everton fica em sétimo lugar, com 24 pontos. O Watford, com 21, segue em 12º. Na próxima rodada, a missão do Everton é duríssima: o Manchester City, fora de casa, no estádio Etihad. O Watford, por sua vez, recebe o Cardiff City.