Enquanto a América do Sul inteira fala sobre o clássico que decidirá a Copa Libertadores, a Argentina viveu outro dérbi quente nesta quinta-feira. O confronto entre Rosario Central e Newell’s Old Boys não tinha o nível de importância do Boca Juniors x River Plate da próxima semana. Valia apenas uma vaga nas semifinais da Copa Argentina. Mas clássico é clássico, especialmente em uma cidade de rivalidade tão aquecida quanto Rosário. E os canallas terminaram rindo por último: venceram por 2 a 1, referendando o bom momento. O duelo ainda teve duas expulsões ao longo dos 90 minutos.

Como de praxe na Copa Argentina, o jogo aconteceu em campo neutro. A partida foi realizada em Sarandí, no Estádio Julio Humberto Grondona, e de portões fechados para evitar conflitos entre as torcidas. Ainda assim, a polícia local teve trabalho, ao deter 25 pessoas ao redor da cancha. Alguns foram presos apenas por lançar fogos de artifício na saída dos times em campo, para um recebimento fora dos muros. Além disso, uma casa com visão para dentro do campo aproveitou a ocasião. Cobrou para que fanáticos subissem o telhado e pudessem ver a partida.

Faltaram emoções durante o primeiro tempo, mas o Central conseguiu impor na metade final. O primeiro gol foi anotado por Germán Herrera, aquele mesmo, acertando um belo chute de calcanhar após cobrança de escanteio. Logo depois, Fernando Zampedri recebeu na área e arrematou com firmeza para ampliar. O tempo fechou aos 30, com uma confusão que terminou com dois expulsos, um de cada lado. O gol de honra do Newell’s só veio aos 48, graças a Joaquín Torres, mas nada que evitasse o desgosto.

Como são raros os mata-matas entre os rivais, este clássico certamente será lembrado por muito tempo. E servirá para a torcida canalla se vangloriar sobre a leprosa. Edgardo Bauza, atual técnico do Rosario Central, afirmou que este era um jogo que “deveriam ganhar”. Missão cumprida com êxito, mesmo que as arquibancadas vazias tenham tirado o brilho que o dérbi poderia ter.