Era claro quem estava prestes a entrar em campo com todo o favoritismo na final da Copa da Inglaterra. Com mais investimentos, jogadores, uma campanha melhor na Premier League e um histórico recente muito superior, o Arsenal sabia que precisava apenas jogar o seu jogo para sair campeão mais uma vez. O Aston Villa apostava em outra surpresa, como na semifinal contra o Liverpool, mas desta vez a zebra ficou em casa. Sem dar espaço para nenhuma dúvida, do apito inicial ao final, o time de Arsène Wenger se impôs em Wembley e se tornou o maior campeão do torneio mais velho da história.

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Agora, são doze títulos para o clube do norte de Londres, uma a mais que o rival Manchester United. Além disso, foi o segundo seguido para o Arsenal, que havia se acostumado a lidar com questionamentos sobre um desagradável jejum de título que durou de 2005 até o ano passado. O próximo passo é voltar a lutar pelos principais troféus. O mais acessível deles, o Campeonato Inglês.

Ficou em terceiro colocado nesta Premier League, mas passou a sensação de que foi o segundo melhor time do campeonato. Essa confiança entrou no mesmo vagão de metrô dos jogadores, entre o norte e o noroeste de Londres, e foi a campo em Wembley. Desde o primeiro minuto, um time buscou a vitória enquanto o outro tentava entender o que estava acontecendo.

Acontecia um massacre do time de amarelo. Wenger repetiu a formação com Walcott como o jogador mais avançado do time, sem Giroud. Um ataque rápido e com muita movimentação. O bastante para constantemente confundir o Aston Villa. A primeira grande chance veio em cabeçada de Koscielny, muito bem defendida por Shay Given. Ramsey recolheu rebote dentro da área e, livre, chutou por cima. Richardson salvou arremate à queima-roupa de Bellarin em cima da linha.

O cronômetro caminhava para o fim do primeiro tempo, sem que o Arsenal marcasse o primeiro gol que tanto merecia. O torcedor mais pessimista poderia estar com medo de estar diante de mais uma daquelas derrotas inexplicáveis do seu time, mas essa equipe caminha para deixar esses fracassos para trás. Cruzamento da esquerda encontrou a cabeça do pequeno Sánchez entre os zagueiros. A bola foi escorada para Walcott aparecer e chutar um míssil nas redes de Given.

Com o primeiro gol, o Arsenal relaxou. O Aston Villa talvez tenha feito o mesmo, não por falta de comprometimento, mas porque não encontrava alternativas para sair do domínio do adversário. Em 45 minutos, não havia criado uma chance de perigo. Por que isso mudaria? Os ânimos de Tim Sherwood e do príncipe William, célebre torcedor do Villa, ficaram ainda mais frios aos 5 minutos da etapa final, quando Sánchez acertou um belo chute de fora da área, com tanto efieto que enganou Given. Mertesacker fez 3 a 0 de cabeça, e Giroud fechou o caixão nos acréscimos.

O que um título não faz. Em outros tempos, seria uma partida mais difícil para o Arsenal, com a pressão de ter que ser campeão a qualquer custo. Mas desta vez, jogou com calma, método e precisão para superar a defesa do adversário. Conseguiu sem nenhum problema. Parece uma base muito boa para voltar a brigar pelo título inglês e por fases mais agudas da Champions League, com duas ou três boas contratações. Porque a partir da próxima temporada, talvez a FA Cup não satisfaça mais o insaciável torcedor gooner.