A Uefa estuda métodos para enfrentar o G-14, grupo que reúne 18 clubes grandes europeus. No congresso da entidade, nesta quinta, foi apresentada uma proposta para tentar enfraquecer a influência da associação.

Será discutida a idéia de que os clubes participantes de competições da Uefa sejam obrigados a declarar apoio à entidade em decisões administrativas. Quem se contrariar correria o risco de ser excluído.

“Uma ação que podemos tomar quando convidamos os clubes a participar de competições da Uefa seria condicionar a presença deles nos torneios ao apoio em nossas principais estruturas esportivas” disse Lars-Christer Olssen, chefe-executivo da entidade.

Um pouco antes, os 52 países-membros da Uefa aprovaram por unanimidade uma resolução na qual formalizaram a oposição ao G-14. “O futebol é beleza, oportunidade, estímulo e variedade. Não é uma loja fechada, na qual apenas os mais ricos e poderosos são convidados à mesa”, afirma a Uefa na resolução.

Joseph Blatter, convidado para o evento realizado em Budapeste, apoiou a Uefa na questão. “Tudo o que ocorre no futebol europeu tem influência global. Pode-se conceber o futebol sem seleções ou associações nacionais? Significaria o colapso de toda a pirâmide do futebol por conta do elitismo de poucos”, analisou o presidente da Fifa.

A briga entre Uefa e G-14 se acentuou nos últimos dias devido ao caso do marroquino Adelmajid Oulmers, do Charleroi. O jogador sofreu uma séria contusão no tornozelo durante um amistoso entre Marrocos e Burkina Faso em novembro de 2004. Ele ficou oito meses parado, e o clube arcou com todas as despesas médicas e os salários neste período. Apoiado pelo G-14, o Charleroi pede uma indenização de chr(128) 1,25 milhão para a Uefa. O clube alega que, sem o jogador, teve reduzidas as chances tanto na Jupiler League como na Copa da Bélgica.