A Uefa publicou um comunicado para esclarecer como foi o uso do VAR (Video Assistant Referee – Árbitro Assistente de Vídeo) nos jogos da semana da Champions League. Na terça-feira, um lance checado pelo VAR permitiu que o terceiro gol do Ajax fosse validado; na quarta, foi também pelo VAR queu o Manchester United teve um pênalti a seu favor aos 4 minutos do segundo tempo, em um lance que foi decisivo para a classificação inglesa diante do PSG; por fim, o VAR também foi crucial em um pênalti dado ao Porto contra a Roma, na prorrogação, que definiu a classificação dos portugueses.

LEIA MAIS: Manchester United faz PSG pagar pelos erros e prova que, com ele, o improvável não é impossível

Este, aliás, tem sido um comportamento padrão da Uefa, explicando todos os lances que o VAR é utilizado, esclarecendo o que aconteceu e como o procedimento foi realizado. Isso é importante por uma questão de transparência, para que torcedores tenham todas as informações disponíveis sobre o que aconteceu, sobre a aplicação do protocolo, como deve funcionar e como efetivamente funciona. Resumimos aqui as explicações dadas pela Uefa em cada um dos lances.

Real Madrid x Ajax

O lance aconteceu aos 17 minutos do segundo tempo, quando houve dúvida sobre a bola ter saído ou não. Na sequência do lance, saiu o gol – razão pela qual toda a sequência foi analisada. Não houve prova que a bola tivesse saído completamente, como é exigido pela regra, para que fosse revista a marcação de campo, que não marcou a saída. O assistente, que corria na linha lateral, considerou que a bola não saiu por completo. Portanto, o lance foi validado.

Porto x Roma

Foi visto que o atacante do Porto teve a camisa segurada pelo defendo da Roma. Depois de constatado que ele estava em posição legal no lance, foi perguntado ao árbitro se ele viu a infração. Como ele não viu, foi revisar o lance em campo. Após olhar as imagens, ele atribuiu pênalti, aos 106 minutos de jogos, na prorrogação.

Depois, aos 121 minutos, houve um lance de possível pênalti para a Roma. O árbitro estava perto do lance e não viu falta, mas retardou o reinício de jogo para dar tempo para a revisão do lance por mais ângulos pelo VAR. Depois de olhar as imagens, os assistentes de vídeo também não acharam uma evidência clara de pênalti.

PSG x Manchester United

“O VAR, depois de olhar diferentes ângulos disponíveis a ele, recomendou que o árbitro fizesse uma revisão do lance em campo depois do incidente na grande área”, diz o comunicado sobre o lance determinante da classificação do United. “Dado que o árbitro não reconheceu o incidente claramente durante o lance (referido como um incidente sério perdido dentro do protocolo do VAR), foi conduzida uma revisão em campo”.

“Depois da revisão em campo, o árbitro confirmou que a distância que a bola viajou não foi pequena e o impacto poderia não ser esperado. O braço do defensor não estava perto do corpo, o que fez com que o corpo do defensor ficasse maior, resultado na bola sendo parada na viagem em direção ao gol. O árbitro, então, deu o pênalti”, explica a nota da Uefa.

“Todos as decisões mencionadas acima foram feitas em completa conformidade com o protocolo do VAR”, diz ainda o texto.