Uefa admite o óbvio: Euro 2021 pode ter que ser disputada em menos que os 12 países previstos

Presidente da entidade diz que sabe do risco da pandemia, mas que acredita que o torneio será disputado, talvez só redução do número de sedes

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, teve um discurso otimista em relação à realização da Eurocopa, adiada de 2020 para o próximo ano, 2021. O dirigente, porém, admitiu algo que é até óbvio: em vez dos 12 países previstos como sede, é possível que sejam menos, ou até que seja só em um país. Como vimos no término da Champions League da temporada 2019/20, a Uefa conseguiu operar bem com a realização de um torneio em um só país, em um formato de bolha.

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A Eurocopa 2020 foi planejada para ser em múltiplas sedes porque no momento da sua escolha, em 2012, a Europa vivia ainda os efeitos da crise de 2008 e sediar uma competição de grande porte, como a Eurocopa, envolveria um custo que muitos países queriam evitar. A escolha de uma Eurocopa espalhada pela Europa foi uma resposta da Uefa à crise.

O torneio de 24 seleções foi adiado para 2021 diante da pandemia da Covid-19, como uma forma da Uefa abrir espaço no calendário para que os clubes terminassem seus campeonatos nacionais e também a própria Champions League. O torneio está planejado para ser disputado de 11 de junho a 11 de julho de 2021.

O Estádio de Wembley será o principal palco do torneio, com o recebimento de seis partidas, incluindo as duas semifinais e a final. Além da Inglaterra, estão previstos jogos em Munique, na Alemanha, Roma, na Itália, Baku, no Azerbaijão, São Petersburgo, na Rússia, Budapeste, na Hungria, Bucareste, na Romênia, Amsterdã, nos Países Baixos, Bilbao, na Espanha, Glasgow, na Escócia, Dublin, na Irlanda e Copenhague, na Dinamarca.

“Nós estamos sempre preocupados com a situação, mas nós estamos absolutamente certos que a Euro será jogada”, disse Ceferin em entrevista à TV espanhola Movistar+. “O plano é fazer a Eurocopa exatamente como está. Mas eu tenho que dizer que, em vez de 12 países, nós poderíamos ter uma Eurocopa em 11, em oito, em cinco ou em um país”.

Segundo Ceferin, ainda é cedo para dizer se as partidas terão que ser disputadas sem público, como tem acontecido na maior parte dos torneios europeus neste momento, ou até com público reduzido, como está sendo feito na França e Alemanha, por exemplo. Neste mês, a Uefa anunciou que permitirá público em países onde isso foi liberado pelas autoridades sanitárias.