Ser jogador de futebol é um sonho que passa na cabeça de qualquer criança, pelo menos uma vez na vida. E nada mais natural que o universo infantil transforme alguns boleiros em mitos, mesmo que eles não existam de verdade. Personagens da televisão, do cinema e dos videogames são os maiores exemplos, como Allejo e Janco Tianno. Oliver Tsubasa já tem até jogador profissional com o nome inspirado em si: Oliver Torres, promessa do Atlético de Madrid.

Nas próximas linhas, uma homenagem ao Dia das Crianças. Pensamos em uma seleção montada apenas com craques que povoaram nossas infâncias. Esquecemos de alguém? É só lembrar nos comentários:

Oliver Tsubasa – O protagonista do desenho Super Campeões era capaz de jogadas impossíveis. As bicicletas e os chutes de trivela sempre rendiam golaços ao craque, que ajudou a popularizar o futebol no Japão. Tsubasa é um garoto japonês que sonha em se profissionalizar no Brasil e, além de fazer sucesso pela seleção, é levado pelo Barcelona – que, por questão de direitos, é chamado de Catalunya. Seu melhor amigo é o goleiro Benji Wakabayashi.

Allejo – Para muitos, o maior de todos os tempos. O camisa 7 da seleção brasileira era o melhor jogador de International Superstar Soccer, o jogo de futebol mais popular do Super Nintendo. De tão celebrado, o atacante foi homenageado até mesmo com um documentário. E esteve de volta nas últimas versões de Pro Evolution Soccer. Outro mito criado pela Konami é o brasileiro Castolo, atacante da equipe básica do Winning Eleven.

Janco Tianno – Não havia ninguém superior ao camisa 11 da seleção brasileira em Fifa Soccer. O atacante foi o melhor do mundo nas primeiras versões do game da EA Sports, inspirado na excelente fase vivida por Romário. A parceria do Baixinho com o camisa 7, Rico Salamar, era mortal.

Mallandrovsky – Até Sergio Mallandro se aventurou como jogador de futebol na TV. O jurado do Show de Calouros interpretava o maluco goleiro Mallandrovsky, que desafiava as crianças no programa de auditório (no vídeo, a partir de 4:30). Aproveitando a Euro 2012, Mallandro se ofereceu até para defender a seleção polonesa.

Tó Madeira – Para quem jogava Championship Manager, Tó Madeira é uma lenda. Jogador do Gouveia, da terceira divisão do Campeonato Português, o atacante era uma máquina de fazer gols, mais cobiçado no game do que Ronaldo ou Batistuta. Mas o craque, na verdade, não existia. Fora inventado pelo programador português contratado pelos produtores do jogo.

Coalhada – Jogador de futebol mais famoso da TV brasileira, Coalhada foi criado por Chico Anysio. Típico falastrão, se dizia um craque, mas era conhecido como um folclórico perna-de-pau. Ao lado do empresário Bigode, sempre tentava cavar um lugar em grandes clubes brasileiros. Seu bordão mais clássico era: “O que me atrapalha é a bola”.

El Chanfle – Lembra aquele episódio de Chaves em que ele “preferia ver o filme do Pelé”? Pois é, o filme realmente existia, só não era estrelado pelo Pelé. A citação original é sobre El Chanfle, produção estrelada pelo próprio Roberto Bolaños e lançada em 1978. El Chanfle é o roupeiro do América do México, que protagoniza algumas cenas espetaculares com a bola em seus sonhos. O técnico é Moncho Reyes, interpretado por Ramón Valdés, o Seu Madruga.

Cardeal Outro roupeiro que faz sucesso nas telonas é Cardeal, o personagem principal em Os Trapalhões e o Rei do Futebol. O roupeiro do Independência Futebol Clube assume o comando do time e chega a entrar em campo, marcando um antológico gol ao cobrar escanteio para ele mesmo cabecear. Renato Aragão teria se inspirado justamente em El Chanfle para o filme.

Canabraba A primeira grande criação de Maurício de Souza relacionada ao futebol foi a Turma do Pelezinho, gibi que foi publicado entre 1977 e 1986. E um dos personagens mais clássicos da revistinha era Canabraba, o amigo invocado de Pelezinho que foi inspirado em um dos colegas de infância do Rei em Bauru.

Vaca – Por mais que Marrentinho Carioca colocasse a banca, o craque do Tabajara Futebol Clube era a Vaca. Além de garantir o café da manhã do elenco, a atacante também era a grande responsável pelos gols no glorioso aurirroxo.

Plato Quiñones – The Hurricanes não fez tanto sucesso quanto Super Campeões, mas teve seu momento no Brasil. A série britânica era transmitida pelo SBT e contava até mesmo um personagem brasileiro. Era Plato Quiñones, famoso por só jogar descalço. Uma referência no desenho era o técnico Jock Stone, inspirado em Jock Stein, campeão europeu com o Celtic em 1967. 


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