O jogo que abriu a rodada da Premier League foi espetacular. O Wolverhampton venceu o Leicester por 4 a 3, com três gols de Diogo Jota, atacante português que teve um dia inesquecível. O meio-campista Rúben Neves foi um grande destaque do jogo. Teve uma atuação primorosa, distribuiu lançamentos precisos e foi, ao lado de Jota e de outro compatriota, João Moutinho, destaque do jogo.

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O Leicester entrou em campo dormindo e, quando viu, estava perdendo por 2 a 0. Logo aos quatro minutos, Demarai Grey perdeu a bola no meio-campo, o Wolves toma a bola, que vai até a direita com João Mourinho. O português cruzou da direita para o meio da área, onde Diogo Jota se antecipou à marcação para marcar o gol: 1 a 0. Aos 12 minutos, Mourinho cobrou escanteio do lado esquerdo e o zagueiro Ryan Bennet subiu de cabeça, no meio da área, para tocar e marcar 2 a 0.

Mais do que vacilar na marcação, o Leicester era fraco com a bola. Pouco criava e o técnico Claude Puel já sente o calor da fritura. Ele é um dos favoritos a ser o próximo demitido na Premier League nas casas de apostas. E o primeiro tempo foi mesmo para ser esquecido. Mas o segundo começou muito mais agitado e interessante. Ao menos do ponto de vista dos Foxes. Logo a dois minutos, Damarai Grey marcou em um passe de Jamie Vardy chutando cruzando para vencer o goleiro Rui Patrício.

Voraz, o Leicester conseguiu o empate rapidamente. Aos seis minutos, Harvey Barnes recebeu dentro da área e chutou colocado. A bola desviou em Conor Coady e matou o goleiro Rui Patrício, colocando a bola ainda mais no canto e tornando indefensável. A Premier League deu o gol como contra de Coady, na avaliação sempre rigorosa da liga que atribui muito mais gols contra do que parece razoável, como neste caso.

Com o jogo empatado em 2 a 2, as coisas ficaram agitadas no Molineux. E, curiosamente, o Leicester parecia mais perto de marcar. Bom, ao menos em termos de território, estava mesmo: foi em um ataque do Leicester que surgiu o gol do Wolves. Sim, porque em um ataque do time azul, a bola foi cortada pelo zagueiro Bennet e o rebote ficou com Rúben Neves. O meio-campista avançou alguns metros e fez um lançamento longo e preciso nos pés de Diogo Jota e nas costas da defesa. Ele dominou no peito, avançou e chutou forte. A bola ainda bateu em Kasper Schmeichel e entrou: 3 a 2 para os Wolves, aos 19 minutos de jogo.

Só que o jogo estava longe de acabar. Aos 42 minutos do segundo tempo, o atacante James Maddison cobrou falta do lado direito e o zagueiro Wes Morgan subiu muito bem de cabeça para tocar e marcar: 3 a 3 no placar, o que já parecia muito bom para o Leicester. O problema é que do lado dos Wolves havia um jogador capaz de lançamentos que quebravam a defesa dos Foxes. E foi assim que, aos 47 minutos, Rúben Neves mais uma vez acionou o ataque em um lançamento longo, achando Raúl Jiménez na direita. O camisa 9 dominou, avançou e cruzou rasteiro para Diogo Jota completar para o gol, em um chute no cantinho: 4 a 3.

A comemoração do gol foi enorme, justificadamente. Um jogo cardíaco, com o técnico Nuno Espírito Santo se juntando aos jogadores para comemorar. O time chega a 32 pontos, em oitavo na tabela. O Leicester está em nono, com um ponto a menos, 31, mesma pontuação do West Ham.