A Federação Italiana anunciou esta semana que, a pedido dos clubes, se colocou à disposição da Fifa para testar o pedido de desafios por meio do assistente de vídeo para decisões da arbitragem que os treinadores considerarem erradas. No entanto, nem todos consideram que essa é uma boa ideia.

Nomes como Stefano Pioli, do Milan, Antonio Conte, da Internazionale, Gian Piero Gasperini, da Atalanta, e Simone Inzaghi, da Lazio, afirmaram que são contra a ideia.

“Eu não gosto”, afirmou Pioli. “O treinador tem que ser o treinador, o árbitro tem que ser o árbitro. A tecnologia deveria ajudar o árbitro a se sentir mais confiante em suas decisões, algo que eu ainda não vi recentemente”.

Para Antonio Conte, o trabalho de um treinador durante uma partida é difícil o suficiente sem que ele precise ficar avaliando se desafia ou não as decisões da arbitragem: “Não gosta da ideia porque eu não deveria ficar chamando ninguém. Se a situação for clara, eles têm que revisá-la. Se eu vejo um jogo na TV, e as imagens são claras para chegarem a uma decisão mais ou menos uniforme, isso tem que ser visto, e o desafio se torna fútil”.

Gasperini criticou o sistema como um todo que, segundo ele, está “criando mais dúvidas do que antes de ser usado” e afirmou à Gazzetta dello Sport que a tecnologia “falhou totalmente”. Não acredita que os desafios sejam a solução. “Eu acho que poderia causar mais problemas e seria caótico. O que eu posso ver a 70 metros de distância que o árbitro ou o VAR não conseguem? Sou um treinador, não quero apitar o jogo”, afirmou.

Simone Inzaghi admite que tem havido dificuldades na utilização do VAR, mas o considera “fundamental” em em lances objetivos e é contra fazer mudanças neste momento. “Deixaria tudo como está. Não nego que tem sido uma luta porque estávamos habituados a um outro tipo de futebol. Agora, aceitamos o VAR e é justo que não mude”, explicou.

Gennaro Gattuso, treinador do Napoli, por outro lado, mostrou-se a favor dos desafios e gosta do VAR. “Sou favorável, mas o árbitro tem que falar ao fim do jogo, como todos fazem”, acrescentou. Claudio Ranieri, da Sampdoria, acha que a ideia é “simpática”. “Temos que ver como os árbitros aceitariam, mas é um sinal de abertura”, disse.

Paulo Fonseca, da Roma, não faz ideia. “Sou a favor de tudo que possa melhorar o trabalho dos árbitros, mas confesso que não entendi direito, talvez seja melhor esperar para falar mais sobre isso”, encerrou.