O clima do José Almafitani foi novamente hostil para recepcionar Mauro Zárate, em seu segundo retorno ao estádio do Vélez Sarsfield desde sua polêmica transferência ao Boca Juniors. Foi chamado de traidor pela torcida da casa e muito vaiado ao ser substituído no segundo tempo, o que o levou a reagir apontando para o escudo do Boca em sua camisa.

Zárate, 32 anos, foi formado no Vélez Sarsfield, associado ao clube desde a infância, com três passagens diferentes ao longo da sua carreira. Ao fim da última, em 2018, emprestado pelo Watford, era dado como certo que assinaria em definitivo, mas ele preferiu o Boca Juniors.

No último mês de maio, após o Boca eliminar o Vélez nos pênaltis, pelas quartas de final da Copa da Superliga Argentina, Zárate disse que havia passado “o time maior” e foi expulso do quadro associativo do Vélez por “má conduta notória” e por “causar danos intencionalmente à instituição”.

O rancor foi carregado ao jogo do último domingo, pelo Campeonato Argentino, e logo no começo da partida, a torcida do Vélez Sarsfield cantou “quem não pula é traidor”, em clara referência a Zárate. Dois torcedores esticaram uma faixa com os dizeres: “não esquecemos, nem perdoamos, traidor”.

O jogo foi 0 a 0, e Frank Fabra deixou o Boca Juniors com um a menos, aos 16 minutos do segundo tempo. Pouco depois, Gustavo Alfaro trocou Zárate por Jan Hurtado, e o José Almafitani foi tomado por vaias enquanto o ex-jogador do Vélez dirigia-se ao banco de reservas. Quando se aproximou das arquibancadas, Zárate esticou o braço esquerdo e, com o direito, bateu no peito, na altura do escudo do Boca Juniors.

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