Com o aumento dos esforços no Reino Unido em meio à pandemia de coronavírus, o Tottenham se tornou mais um clube a disponibilizar sua estrutura para ajudar o Serviço Nacional de Saúde. Nesta segunda-feira, os Spurs anunciaram que seu novo estádio estará de portas abertas para a utilização do poder público. Nos últimos dias, a administração do clube manteve conversas com as autoridades locais e também com o NHS, o sistema público de saúde.

“Como clube, sempre fomos claros quanto ao nosso compromisso com a comunidade em geral – isso nunca foi tão importante quanto é agora. Estamos imensamente orgulhosos dos esforços de todos envolvidos na luta contra a COVID-19 e consideramos o dia de hoje como o começo do que podemos fazer como clube para ajudar”, declarou Daniel Levy, presidente do Tottenham.

O Tottenham já vinha usando o estacionamento no subsolo do estádio para armazenar comida à London Food Alliance, um banco de alimentos que garantirá o abastecimento da população vulnerável na capital britânica. O estádio é uma das bases do projeto. Entre outras ações vinculadas ao clube, o técnico José Mourinho se tornou voluntário em uma instituição que distribui bens essenciais a idosos. Além disso, os Spurs estão entre os times da Premier League que se comprometeram a pagar todos os seus funcionários, inclusive os ocasionais, durante a paralisação do torneio.

Antes do Tottenham, o Chelsea disponibilizou o hotel de Stamford Bridge para que os funcionários do NHS ficassem em suas instalações. A intenção é que os profissionais da saúde que moram longe do local de trabalho possam descansar no hotel e evitar o desgaste do percurso. Já o Manchester City abriu parcialmente o Estádio Etihad para que médicos e enfermeiros sejam treinados pelo NHS. Em Cardiff, o Estádio Principality funcionará como hospital de campanha, com 2 mil leitos adicionais à saúde pública.