Muhammad Ali perdeu o seu título de campeão mundial dos pesos pesados e foi suspenso por três anos e meio do boxe ao se recusar a defender o exército americano na Guerra do Vietnã. Quando pode, retornou aos ringues, já veterano, para reivindicar o que era seu. Após algumas lutas, que incluíram uma vitória contra o rival Joe Frazier, marcou uma grande ocasião contra George Foreman, então campeão e invicto, no Zaire, hoje República Democrática do Congo. E brilhou. Ganhou a luta conhecida como Rumble in The Jungle, com nocaute no oitavo round, e completou uma história redenção na sua carreira.

O paralelo com o histórico recente entre Celtic e Cluj é tremendamente exagerado, mas as arquibancadas têm licença poética. O clube romeno foi responsável pela queda dos escoceses, na terceira fase preliminar da Champions League nesta temporada, graças a uma vitória por 4 a 3, em Glasgow, depois de os donos da casa ficarem duas vezes à frente do placar.

Para o reencontro, nesta quinta-feira, pela fase de grupos da Liga Europa, a torcida anfitriã levou ao Celtic Park um bandeirão com Muhammad Ali e imagens da luta contra Foreman. O primeiro pano levou a mensagem: “Não há nada errado em cair”. E o segundo: “O errado é continuar no chão”.

Bom, o Celtic saiu da lona. Venceu o Cluj, por 2 a 0, gols de Odsonne Édouard e Mohamed Elyounoussi, e chegou a quatro pontos no grupo da Liga Europa, que também contém Lazio e Rennes.