O Chile ganhou sua segunda partida na Copa América. Mas não foi bonito. Com uma tonelada de erros de passe – e de todos os outros fundamentos também -, o atual bicampeão sul-americano derrotou o Equador, por 2 a 1, com um toque de mágica de Alexís Sánchez no segundo gol que tirou a partida da Fonte Nova do marasmo. Enfrenta o Uruguai, na última rodada, com a vantagem do empate para ficar em primeiro. O Equador, com zero pontos, enfrenta o Japão, tentando ser um bom terceiro colocado.

Primeiro tempo horrível

O Chile começou disposto a dar sequência à ótima estreia da Copa América e abriu o placar rapidinho. Fuenzalida pegou a sobra de dentro da área e acertou um belo chute cruzado. A disposição, porém, passou: essa seria a única finalização correta do time no primeiro tempo. No outro lado, o Equador não fez muito mais. Acertou dois arremates, um deles de Enner Valencia no pênalti cometido pelo goleiro Arias em Jhegson Méndez. E seria mais ou menos isso antes do intervalo, não fosse Wilmar Roldán.

Está difícil…

O protocolo do árbitro de vídeo limita o seu uso a jogadas passíveis de cartão vermelho. Isso significa que o recurso pode ser acionado caso haja uma expulsão que o assistente tecnológico considerou errada, ou se houve uma falta que mereça a punição, mas foi ignorada. Wilmar Roldán, o homem que pediu o VAR em um jogo que não tinha VAR, considerou que era o caso de uma dividida entre Arias e Ibarra, na intermediária. E lá foi o jogo ficar parado por longos minutos enquanto o árbitro Patricio Loustau checava a imagem. Os dois jogadores nem se tocaram. E não era chance clara e manifesta de gol porque a bola foi esticada em direção à linha de fundo e havia cobertura da defesa chilena. Loustau, talvez para não deixar o colega em lençóis tão ruins, ainda deu falta e cartão amarelo, mas nem era para fazer isso. O VAR tem sido mal utilizado na Copa América.

Toque de mágica

Alexis Sánchez não está exatamente voando na Copa América, mas pelo menos parece um jogador de futebol profissional. Depois de marcar na estreia contra o Japão, foi dele o gol da vitória, com um lindo tapa de primeira para completar o cruzamento de Aránguiz, um toque de mágica para tirar o jogo do completo marasmo.

Aránguiz joga bola

O ex-jogador do Internacional foi um dos destaques da partida, um oásis de qualidade praticamente, participando dos dois gols do Chile. Além do cruzamento para Sánchez, foi também dele o escanteio do primeiro tento. Ele ainda deu outros três passes para finalização – 40% do total do Chile – e foi responsável por quatro desarmes.

O Equador não é muito bom, não

Não que o Chile tenha sido muito melhor (87), mas o Equador errou 92 passes ao longo da partida, mais ou menos um por minuto e, embora tenha ficado mais tempo com a bola no pé, 52,3%, criou absolutamente nada – ficou nos dois chutes certos do primeiro tempo. Sem falar na quantidade de lances bisonhos. Abre-se o debate sobre a pior seleção da Copa América: esta ou a da Bolívia?

Ficha técnica

Equador 1 x 2 Chile

Local: Fonte Nova, em Salvador
Árbitro: Patricio Loustau
Gols: Enner Valencia (EQU); José Fuenzalida e Alexís Sánchez (CHI)
Cartão amarelo: Jhegson Méndez, Angel Mena, Robert Arboleda e Pedro Velasco (EQU); Gabriel Arias, Maurício Isla e Arturo Vidal (CHI)
Cartão vermelho: Gabriel Achilier (EQU)

Equador: Alexander Domínguez; Pedro Velasco, Robert Arboleda, Gabriel Achilier e Cristián Ramírez; Jefferson Orejuela, Jhegson Méndez (Antonio Valencia) e Carlos Gruezo; Angel Mena (Eduar Preciado), Romário Ibarra (Carlos Garces) e Enner Valencia. Técnico: Hernán Darío Gómez

Chile: Gabriel Arias; Maurício Isla, Gary Medel, Guillermo Maripan e Jean Beausejour; Charles Aránguiz, Erick Pulgar e Arturo Vidal (Gonzalo Jara); José Fuenzalida (Paulo Díaz), Alexís Sánchez e Eduardo Vargas (Pablo Hernández). Técnico: Reinaldo Rueda