Os clubes da Bundesliga e da 2. Bundesliga, as duas primeiras divisões da Alemanha, reuniram-se, nesta terça-feira, para discutir protocolos para receber torcedores novamente na próxima temporada, após uma série de partidas com portões fechadas por causa da pandemia de coronavírus. Entre eles, a ausência de torcedores visitantes, todos sentados e sem poder consumir cerveja.

As medidas ainda são apenas orientações básicas que precisarão ser aprovadas pelas autoridades sanitárias e uma rediscussão terá que esperar pelo menos até 31 de outubro, quando vence a suspensão do governo para eventos com grandes públicos. Os clubes terão que aplicá-las em seus próprios estádio e, pelas diferentes infraestruturas, não é possível determinar uma capacidade máxima padrão.

“A prioridade na Alemanha neste momento não são estádios cheios. A prioridade é a saúde das pessoas”, disse o presidente da DFL, Christian Seifert, “Quando, no entanto, torcedores voltarão aos estádios não é decisão da DFL. Não estamos esperando nada, ou exigindo nada. Estamos apenas nos preparando”.

Foi desenhado um sistema de níveis que considera o agregado dos últimos sete em dias da cidade do clube e distritos vizinhos. Quando houver um nível alto, caracterizado como 35 novas infecções a cada 100.000 habitantes por dia, não haverá torcedores nos estádios. O nível intermediário, entre 5 e 35 novas infecções a cada 100.000 habitantes, permitirá torcedores dentro das condições a serem definidas. Menos de cinco novos casos significa um retorno gradual a operações normais, em consulta com as autoridades sanitárias locais.

A liga alemã fez questão de reforçar seu comprometimento com o contingente de torcedores visitantes e com a possibilidade de torcer em pé em seus estádios, ambos partes da cultura de torcedores da Alemanha que “precisam ser preservadas”.  É mais fácil monitorar e assegurar que a distância segura entre as pessoas está sendo mantida se elas estiverem sentadas.

A Unsere Kurve, grupo guarda-chuva de diversas filiais de torcedores, disse à DW que entende que as decisões levaram em conta questões de saúde, mas que gostariam que houvesse uma maneira de admitir visitantes.

As bebidas alcoólicas podem ser vendidas somente com permissão das autoridades locais, e algumas delas proibiram que fossem servidas por bares e restaurantes para não encorajar aglomerações. Os clubes prometeram não entrar com pedido de licença para vender álcool pelo menos até 31 de outubro.

Outra medida sensível pretende obrigar os clubes a identificar os contatos pessoais dos torcedores em seus ingressos para que, em caso de diagnósticos positivos de COVID-19, as autoridades possam identificar rapidamente os contatos do infectado, impor isolamentos e romper a cadeia de contaminações.

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